“É uma vida que se perde por irresponsabilidade humana e negligência da gestão do poder público”, denuncia Silvia Bastos, ativista e protetora dos animais, sobre morte do cavalo em Simões Filho
- noticias dopoder
- 24 de mai.
- 2 min de leitura
Animal morre em frente ao Estádio Municipal Edgard Santos à espera de socorro e revolta ativistas

Em um cenário de indignação e impotência, a morte de um cavalo em frente ao Estádio Municipal Edgard Santos, em Simões Filho, expõe a cruel realidade do descaso, da negligência e da omissão da gestão pública municipal em relação aos direitos dos animais. Silvia Bastos, ativista, protetora dos animais e uma das responsáveis pelo Projeto Amigo Sincero, não hesita em criticar a falta de ação dos órgãos competentes, que, segundo ela, ignoraram o sofrimento do animal que agonizava há três dias.
“Um cavalo morrendo há três dias na frente do Estádio Municipal, perto da SEMOP, e ninguém do poder público veio aqui dar um socorro, ajudar esse animal. Tem protetores aqui, ativistas da causa dando suporte ao animal, desde anteontem, desde terça-feira. Eu cheguei aqui agora no momento, trouxe o meu apoio, mas a gente não tem condição de tirar esse animal daqui. E o animal está aqui morrendo, simplesmente morrendo. Entrei em contato com vários órgãos e disseram que não era da competência deles. Então, infelizmente, essa é a realidade dos animais aqui no município de Simões Filho. É uma vida que se perde por irresponsabilidade humana e negligência da gestão do poder público.” desabafou Silvia, ao evidenciar o desespero de quem tenta, sem sucesso, salvar uma vida. Em meio à falta de apoio da gestão municipal, a comunidade se mobiliza para oferecer auxílio, mas a responsabilidade, segundo Silvia, é inegavelmente do poder público.
A ativista ressalta a urgência em se implementar políticas públicas que garantam a proteção dos animais: “Esse pobre animal aqui, esse cavalo, é mais uma vítima do descaso do poder público. Quantos outros animais irão sofrer e morrer por falta de atendimento? E estava sendo cuidado por protetores, por ativistas, pela população que estava ajudando, dando água, mas isso é um dever do poder público. Quantas cadelas irão parir nas ruas, irão ser agredidas, violentadas? Quantos outros animais serão atropelados e abandonados para que algo seja feito? Então, nós não podemos mais permitir que isso continue acontecendo. Se existem leis, essas leis precisam ser cumpridas. Os animais precisam ser respeitados nos seus direitos, e nós vamos continuar lutando por isso. A causa animal unida, junto com a população, vamos lutar para mudar essa dura, cruel e triste realidade, para que a gente não continue vendo cenas tão tristes e dolorosas como essa e nos sentindo impotentes por não conseguirmos resolver.” A pergunta ecoa ao revelar um ciclo de descaso que se repete, enquanto a indignação da população cresce.
Silvia conclama a sociedade a se unir na luta por mudanças, ao afirmar que “a causa animal unida, junto com a população, vamos lutar para mudar essa dura, cruel e triste realidade”. A situação clama por ação concreta, efetiva e imediata, ao destacar a necessidade de respeito aos direitos dos animais, conforme preconiza a Constituição Federal de 1988.
Veja vídeo:
Essa tragédia não é apenas um lamento, mas um chamado à ação, uma oportunidade para que a comunidade e os gestores públicos reflitam sobre suas responsabilidades e o valor da vida em todas as suas formas.
Redação Notícias do Poder



Comentários