Yahweh Shammah na Semana da Cultura Gospel usado como 'CORTINA DE FUMAÇA' na tentativa de encobrir e ignorar os descasos públicos na cidade de Simões Filho
- noticias dopoder
- 28 de jan.
- 3 min de leitura
Enquanto louvores, orações e profecias ecoam, a cidade enfrenta o silêncio ensurdecedor das promessas não cumpridas pela atual gestão da Prefeitura, com contratos milionários e mazelas públicas à vista.

Na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, a 20ª Edição do Yahweh Shammah, na Semana da Cultura Gospel, que ocorre entre os dias 25 e 31 de janeiro, promovido pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), levanta questionamentos sobre a transparência e urgência em questões administrativas. Em meio a shows de grandes artistas e um espetáculo de luzes, as sombras da desinformação e da falta de ação pública sinalizam um retrato dos descasos públicos em todas as áreas e serviços essenciais na cidade.
Embora o evento prometa ser um marco cultural, a população evidencia um silêncio administrativo ensurdecedor que tenta encobrir, esconder e ignorar a transparência na contratação de artistas e bandas, com cachês que ultrapassam os R$ 200 mil e um vazio na remuneração justa de artistas e bandas locais que devem receber valores ínfimos por apresentações.
Enquanto valores vultosos circulam no topo do evento, bandas locais lutam e sofrem para receber valores irrisórios. Segundo publicação do Blog Crônicas do Bom Velhinho, há relatos recorrentes de grupos que aguardam meses para receber R$ 3.600,00, enquanto bandas regionais ainda enfrentam atrasos ou calotes em cachês na faixa de R$ 20 mil.
Perguntas que não querem calar: houve licitação para a contratação da empresa prestadora de serviços e responsável pelo evento? Onde está a publicação no Diário Oficial do Município que comprove esse processo? Por que o Portal da Transparência não apresenta, de forma clara, todas as contratações e valores pagos? Afinal de contas, atrações e estruturas de palco, som, iluminação etc. têm preço, mas a cidade, essa parece não ter prioridade. Assim, as vozes que pedem resposta sobre a licitação e a fiscalização se tornam ecos em um espaço que deveria reverberar promessas e transparência.
No momento em que os refletores iluminam a Praça da Bíblia, os telões brilham, o palco cresce, o cenário de efeitos sonoros, visuais e de pirotecnia se apresenta e a Semana da Cultura Gospel segue em clima de louvor, fé e muitos decibéis, a cidade de Simões Filho também acompanha quase em silêncio mais um capítulo da novela dos aditivos contratuais milionários.
A atual gestão municipal, aparentemente mais ocupada em brilhar nos holofotes do evento do que em manter as comunidades e ruas de Simões Filho, publicou sem aviso prévio e sem transparência e, em meio à distração da população, o sétimo aditamento do contrato nº 0002-2023 firmado com a empresa Alfa Construções Ltda., agora em torno de R$ 3.697.802,58, para obras que não se veem.
O contrato com a empresa Alfa Construções Ltda. agora alcança a cifra de R$ 3.697.802,58, com um reajuste de 5,4362% e período de vigência entre 3 de janeiro de 2026 e 2 de janeiro de 2027. Trata-se de um presente de Deus ou um presente de grego para os mais de 114 mil munícipes?
Perguntas fervilham nas ruas: onde estão as obras e melhorias prometidas? O que se faz com os milhões que circulam em contratos, longe dos olhos da população em meio ao barulho festivo? Se não há novas obras, se a manutenção é caótica, se a cidade segue deteriorada, para que servem tantos aditivos contratuais? Qual é o prazo de entrega do serviço objeto desse contrato? Quem fiscaliza? Quem atesta? Quem assina o serviço prestado?
Diante de ruas visivelmente esburacadas, meio-fio inexistente, calçadas quebradas, praças abandonadas, manutenção urbana em estado terminal e promessas invisíveis, o que se evidencia não é gestão, mas sim uma rotina administrativa em que as prorrogações e aditivos são evidentes, enquanto as obras tão esperadas se mantêm na penumbra dos contratos.
Assim, em meio à celebração ao som do gospel, a cidade envelhece, e a resposta a questionamentos essenciais permanece em um limbo que desafia a paciência da população simõesfilhense.
Em Simões Filho, enquanto os louvores se elevam, os munícipes clamam por mais do que palavras: pede ações e políticas públicas concretas e efetivas que tragam dignidade e vida.
Redação Notícias do Poder com informações do Blog Crônicas do Bom Velhinho

Comentários