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Vereadores da Câmara Municipal de Simões Filho dão 'cheque em branco e sem fundo' ao prefeito Devaldo Soares ‘Del’ com a aprovação de empréstimo milionário absurdo de R$ 400 milhões para o município

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 22 de fev.
  • 2 min de leitura

Em sessão extraordinária, edis ignoram críticas da população e autorizam gestor a contrair operação de crédito internacional para investimentos públicos enquanto problemas urgentes na cidade persistem


Divulgação/Ascom Câmara
Divulgação/Ascom Câmara

 

Em pleno período de recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, aprovou de maneira acelerada, sem debate e sem transparência, em Sessão Extraordinária na última sexta-feira, 20, o polêmico Projeto de Lei (PL nº 026/2025) que concede autorização ao Executivo para contratar um empréstimo externo junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), com garantia da União, no valor de US$ 70 milhões, que equivale a R$ 400 milhões, pela atual cotação do dólar.

 

Com a justificativa de financiar investimentos estruturais, a proposta do Executivo Municipal levanta sérias preocupações sobre a capacidade do município de arcar com tal endividamento público.

 

A decisão do empréstimo, que ocorreu em Sessão Extraordinária, foi tomada sem a devida transparência e discussão com a comunidade. Apesar das pressões contrárias, tanto da população quanto de lideranças políticas e comunitárias, os vereadores aprovaram o projeto com uma falta de questionamento alarmante, como se estivessem concedendo um ‘cheque em branco e sem fundo’ à gestão do prefeito Devaldo Soares ‘Del’.

 

O pedido de empréstimo, que ainda depende da aprovação e aval do Senado Federal, por tratar-se de uma operação de crédito internacional, deixa muitas dúvidas em relação à aplicação dos recursos. A designação genérica de como os R$ 400 milhões serão utilizados, combinada com a ausência de um planejamento detalhado, levanta questões críticas sobre as prioridades da gestão, especialmente quando a cidade enfrenta problemas urgentes nas áreas de Educação, Saúde, Infraestrutura e Mobilidade Urbana.

 

Entre os vereadores, a falta de crítica e debate acerca da proposta se destacou, com a apatia, fragilidade, omissão e passividade dos edis Bombeiro Motta (PSD), Genivaldo Lima (União Brasil) e Sérgio Glauber (PT), da base oposicionista que apoiaram a aprovação sem buscar esclarecimentos e questionamentos sobre a alocação e destinação dos recursos e sem apresentar Pedido de Vista ou obstruir a votação, o que acentua a sensação de descontentamento popular, descrédito e desconfiança em um processo que deveria ser transparente e responsável.

 

Com esta decisão, a Prefeitura e a Câmara Municipal não apenas ignoram a voz da população, mas comprometem o futuro das contas públicas de Simões Filho em nome de uma promessa de desenvolvimento que, ao que tudo indica, carece de clareza, profundidade e urgência nas prioridades que a cidade realmente necessita.

 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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