TEMPESTADE POLÍTICA ENTRE VEREADORES E O ATUAL GOVERNO MUNICIPAL: Ondas de críticas dos edis abalam gestão do prefeito Devaldo Soares ‘Del’ em Simões Filho
- noticias dopoder
- 8 de mar.
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Parlamentares da própria base do governo e da oposição cobram ação imediata do gestor, enfatizam a falta de atenção e de relacionamento institucional por parte de secretários municipais e questionam empréstimo internacional em tempos de incertezas financeiras

Uma avalanche de críticas direcionadas à administração do prefeito Devaldo Soares ‘Del’ marcou a sessão ordinária da Câmara Municipal de Simões Filho na última terça-feira, 3. O clima de tensão política se intensificou, com vereadores de sua própria base ao alertar sobre falhas na comunicação e a ausência dos secretários, enquanto a oposição se uniu em indignação.
As manifestações de descontentamento foram contundentes. Um das críticas disparadas foi o distanciamento da atual Secretária de Educação, Heliene Mota, em relação aos gestores escolares, o que tem tornado a solução de problemas nas escolas uma missão complicada.
A necessidade de um diálogo mais produtivo foi reforçada quando um vereador suplicou ao líder do governo, que facilitasse uma reunião entre o prefeito, vereadores e secretários, ao enfatizar a falta de retorno e atenção por parte da administração municipal.
Os vereadores também chamaram atenção para a preocupante ausência de psiquiatras no município, mesmo diante da crescente demanda por serviços psicológicos e o aumento preocupante de casos de saúde mental. A mensagem foi incisiva: "a população necessita de atendimento especializado e não pode esperar".
A insatisfação era palpável quando um vereador revelou sua participação em uma reunião exclusiva com a empresa gestora do hospital, onde a presença de outros parlamentares foi negligenciada, gerando mais descontentamento. Entre os insatisfeitos estavam figuras influentes, como o presidente da Casa, Itus Ramos (PSDB), e o presidente da Comissão de Saúde do Legislativo Municipal.
Em meio a tudo isso, surge uma questão crítica: a falta de transparência em relação ao Projeto de Lei nº 026/2025, de autoria do Executivo, aprovado por unanimidade pelos vereadores, que autoriza o município a contrair um empréstimo internacional de US$ 70 milhões, equivalente a R$ 400 milhões, em um cenário global repleto de incertezas. Sem o estudo de impacto financeiro disponível no Portal da Transparência, a preocupação com o futuro econômico da cidade cresce, que levanta a seguinte pergunta: Simões Filho está pronta para assumir compromissos financeiros em meio às oscilações do dólar?
Essa série de apreensões e questionamentos não só revela a fragilidade interna da atual gestão municipal, mas também destaca a urgência de uma ação efetiva e de um diálogo aberto, que não só ouça, mas atenda às necessidades da população.
Redação Notícias do Poder com informações do Pod Comunidade no Instagram

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