SIMÕES FILHO: O peso da herança maldita do ex-prefeito Diógenes Tolentino e a crise que paralisa a cidade com prefeito Del
- noticias dopoder
- 6 de ago. de 2025
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Dívidas de R$ 200 milhões deixadas pela gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino sufocam administração do atual prefeito Del; servidores e população enfrentam o colapso financeiro

Simões Filho, uma cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), até então vista como em ascensão, agora enfrenta um cenário devastador em decorrência de um rombo financeiro deixado pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino, conhecido nos bastidores como o "inominável". O atual prefeito Devaldo Soares, "Del", se vê em meio a uma maré de dificuldades, lutando para saldar dívidas milionárias que ultrapassam os R$ 200 milhões em empréstimos, todos contraídos sob a gestão de Tolentino.
Os empréstimos, que deveriam ter financiado obras importantes, resultaram em projetos inacabados ou mal executados. Grande parte do montante parece ter se evaporado, deixando a cidade mergulhada na estagnação. Para digerir essa herança, o prefeito Del começou a parcelar a dívida com um pagamento mensal de R$ 3,6 milhões, comprometendo os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e empurrando Simões Filho para uma crise sem precedentes.
Os primeiros reflexos desse caos financeiro estão claros: o funcionalismo público é um dos mais afetados. Para tentar equilibrar as contas, Del foi obrigado a cortar gratificações de servidores efetivos e nomeados, gerando revolta entre os funcionários. Um servidor que preferiu não se identificar revelou: “Estão pagando a conta dos erros de Dinha com o nosso bolso.”
Além da crise financeira, Del enfrenta um turbilhão jurídico que se agrava a cada dia. Investigações do Ministério Público (MP) apontam suspeitas de desvios de recursos nas áreas de Saúde, Educação e Programas Sociais. Adicionalmente, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico pode levar à cassação de mandatos e à convocação de novas eleições.
O legado de Diógenes Tolentino é um testemunho de má gestão. Empréstimos vultosos não resultaram nas promessas feitas, e obras inacabadas se tornaram símbolos de um governo que não atendeu às necessidades da população. Ruas esburacadas, escolas reformadas apenas no papel e um terminal rodoviário que deveria ser a joia da coroa da administração transformaram-se em pesadelos.
O impacto dessa herança maldita é sentido a cada esquina. Enquanto Del tenta apagar o incêndio, a cidade continua a definhar, com serviços básicos deteriorando e a receita em queda. Líderes comunitários expressam um sentimento de abandono: "É como tentar tapar o sol com a peneira. Del está pagando a conta, mas a cidade continua abandonada."
A população de Simões Filho observa impotente como o caos político e administrativo se intensifica, questionando até quando a cidade suportará essa situação. O desafio será enorme, mas a esperança persiste: que a cidade possa um dia voltar a ser um exemplo de avanço, de progresso e não de crise.
Com informações do Blog Crônicas do Bom Velhinho

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