RESPEITO NÃO TEM COR, RESPEITO TEM CONSCIÊNCIA! Um chamado à Resistência e à Educação Antirracista
- noticias dopoder
- 20 de nov. de 2025
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Personalidades icônicas, notáveis e representativas de Simões Filho enfatizam e reverberam a importância do respeito e da luta constante no Dia da Consciência Negra, reafirmando a necessidade de uma consciência diária no combate ao racismo

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, populares de Simões Filho une vozes em uma forte resistência que destaca a luta histórica e contemporânea do povo negro. Com o lema “RESPEITO NÃO TEM COR, RESPEITO TEM CONSCIÊNCIA!”, figuras e personalidades representativas da cidade trazem à tona a importância da conscientização e da educação antirracista.
Raimundo Birro, uma das vozes mais emblemáticas e icônicas da cidade, enfatiza, em vídeo, a permanência da opressão. “Quando se fala do negro, da consciência negra, para nós, desde a história da escravidão, que se diz que a escravidão acabou, mas ela não acabou, ela está um pouco civilizada. O negro ganha, mas não leva!”, disse. Essa afirmação de Birro revela um quadro de realidade onde a luta por igualdade ainda se faz necessária, ao refletir sobre as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos.
A professora e historiadora, Diva Saraiva, filha de uma das famílias mais antigas de Simões Filho, a família Saraiva, e referência na defesa da educação antirracista, reforça em vídeo institucional produzido pela Câmara Municipal de Simões Filho, a urgência de um compromisso contínuo com a conscientização. “Essa consciência tem que ser diária, todos os dias, tem que haver uma educação antirracista. É preciso que as escolas tenham em seu currículo. É preciso que a Lei 10.639 seja respeitada para que essa consciência se faça todos os dias. Eu acho interessante que nesse mês, o chamado Novembro Negro, todo mundo se movimenta em torno desse assunto, chegou dezembro, passou, é como se o negro não existisse, as questões do negro não existissem, a discriminação, o preconceito não existissem”, afirma Diva, ao criticar o modo como as questões raciais são tratadas muitas vezes de forma efêmera.
Diva nota e ressalta também a rica herança africana no município. “A presença do negro aqui em Simões Filho é muito forte, porque tem origens desde o período colonial. Aqui, nós tivemos uma presença muito marcante dos africanos que foram escravizados, inclusive do Dambe, onde existia engenhos de bois de moendas, de onde era exportado o açúcar mascavo para Europa. Nós temos ali Pitanga de Palmares, nós temos o Quilombo do Dandá, nós temos a região toda de Pitanguinha e Cova da Gia que, com certeza, ali é Quilombo, é uma comunidade quilombola, só não é reconhecida”, destaca. Ela menciona as comunidades quilombolas, sublinhando a importância de reconhecer esses espaços de resistência que ainda existem hoje.
Ao encorajar as próximas gerações a buscarem o conhecimento, a professora deixa uma lição de vida. “O que eu digo a população de Simões Filho, especialmente aos jovens e adolescentes, é que estude, porque qualquer mudança e consciência vem a partir do estudo, a partir do conhecimento. A gente nunca pode esquecer que todas as dificuldades que nós temos vem desse racismo que é estrutural, que vem desde lá da origem do processo escravista, se perpetua até hoje. Então assim, estude, estude, estude, porque a Casa Grande surta quando a senzala vai à escola, porque sabe que o estudo, o conhecimento é o que vai nos libertar”, conscientiza.
Veja vídeo:
Neste Dia da Consciência Negra, o jornalismo do Site Notícias do Poder e do PodCast POD Notícias do Poder reafirma seu compromisso de resistência e conscientização, reconhecendo que o respeito e a luta por igualdade são vitais e devem ser praticados diariamente. A mensagem é clara: o combate ao racismo e a promoção da igualdade são responsabilidades coletivas, que exigem educação e continuidade de ações em todas as esferas da sociedade.
Redação Notícias do Poder

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