PROFESSORES DE SIMÕES FILHO NA LUTA POR DIREITOS: SINTESF cobra da Prefeitura e da Câmara rateio justo dos recursos do FUNDEB para os profissionais da Educação Municipal
- noticias dopoder
- 11 de dez. de 2025
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A última sessão ordinária do ano de 2025 da Câmara Municipal de Simões Filho, ocorrida na terça-feira, 10, foi marcada por uma forte presença dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Simões Filho (SINTESF) e de professores que exigiram transparência e garantias nos direitos da categoria, com foco especialmente na questão do rateio dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).
Com um discurso firme, a professora Eliete, representante do SINTESF, expôs a realidade da Educação Municipal, ao enfatizar que a categoria não aceitará mais injustiças em relação à distribuição das sobras do FUNDEB.

“Teve alguém que disse que o rateio do FUNDEB, o prefeito dá se quiser, não é, é lei. Sobras do FUNDEB, de cada ano, têm que ser divididas de forma igualitária. Eu não posso pegar a sobra do FUNDEB para pagar licença pecúnia, incentivo à carreira, como estão sendo propostos aí fora. Nós não vamos aceitar, isso já aconteceu outros anos aqui e a Educação ficou de fora. Teve uma divisão da sobra do FUNDEB para os nomeados e os professores não receberam e todos os professores estão com prova disso. O que nós queremos e viemos hoje aqui nesta Casa [Câmara] para buscar respostas dos nossos ofícios. Em uma semana que nós fizemos ofícios passamos para os vereadores, para a imprensa e nós não temos respostas. A delegacia sindical, que hoje não representa mais a categoria, faz uma proposta em ofício para que essa sobra do FUNDEB sejam divididas para alguns. O FUNDEB é um dinheiro que tem que ir para a folha do FUNDEB e todos que recebem na folha do FUNDEB tem que ser garantindo aquele direito para que a sobra seja dividida de forma igual. Nós não vamos aceitar, fizemos ofício, encontrei a secretária [de Educação], tive uma reunião e ela [a secretária] disse: ‘ai Eliete, não tem!’”, afirmou Eliete, ao ressaltar o descontentamento com a gestão atual e a falta de respostas diante de ofícios enviados aos vereadores.

Ela expressou ainda sua indignação com a precariedade nos recursos das escolas, indicando a falta de materiais básicos. “O dinheiro do FUNDEB foi pra onde? Nós queremos o que é nosso de direito. A Educação hoje tem vez e voz, nós temos o sindicato e nós vamos lutar pelo que é nosso. Não temos resposta e a categoria quer receber. Nós estamos na luta. O que foi investido, nós já temos documentos. A categoria quer todos os documentos do que foram gastos”, declarou, ao evidenciar a luta contínua pelo reconhecimento e valorização dos profissionais da Educação.
A reunião contou com a participação do presidente da Câmara, Itus Ramos, que tentou esclarecer a situação. O chefe do Legislativo Municipal trouxe informações repassadas pela atual secretária de Educação, Heliene Mota, sobre a aplicação dos recursos do FUNDEB. Contudo, sua fala não foi suficiente para apaziguar os ânimos da categoria.

“Eu tive acesso a essa informação e faço questão de traz para vocês aqui. A secretária [de Educação], eu liguei para ela e não são palavra do presidente da Câmara e nem dos vereadores, foi a informação que a secretária me passou enquanto estávamos na sessão: ‘Simões Filho gastou 91,62% da folha. Se a Lei nº 14.113/2020 determina que se o município não gastar o mínimo de 70% precisa ter esse rateio, no caso de Simões Filho, dentro dessa informação que a secretária me passou, não teria esse valor para ter o rateio da Educação, e aqui, são palavras da secretária. Nós estamos aqui, primeiro, porque essa é a nossa função de está aqui ouvindo vocês e buscando as verdades. A secretária disse pra mim que o custo do FUNDEB com a Educação no município foi aplicado 91,62%, ou seja, aplicou-se muito mais de 70%. Cabe à esta Casa, à Comissão de Educação que está aqui, pegar esses números e averiguar ou não”, explicou Itus. Essa afirmação, porém, não convenceu os professores presentes nas galerias do plenário, que demandam mais clareza e dados concretos sobre a aplicação dos recursos.
O SINTESF, sob a liderança de Eliete, não pretende recuar: a luta por direitos e pela destinação correta dos recursos do FUNDEB segue firme. “A categoria hoje tem um sindicato, o SINTESF, que nasce de uma necessidade na busca da elaboração das leis da Educação, e hoje, nós estamos tendo representatividade em busca do FUNDEB. Nós temos um sindicato e vamos lutar pelo que é nosso”, reiterou a professora, ao demonstrar a determinação dos educadores em continuar vigilantes sobre a gestão dos recursos que impactam diretamente suas vidas e a qualidade da Educação no município.
Veja vídeo:
A situação atual reflete um momento crucial para a Educação em Simões Filho, onde a pressão por transparência e justiça se intensifica. A atual gestão da Prefeitura e da Câmara Municipal se vêem diante da necessidade de atender às demandas dos professores, enquanto a população aguarda respostas e ações concretas que possam assegurar que os direitos dos trabalhadores da Educação sejam respeitados e que os recursos públicos sejam utilizados de forma efetiva e responsável. Com a voz dos educadores ecoando nas reuniões e sessões do Legislativo, espera-se que mudanças significativas aconteçam para o benefício de todos.
Redação Notícias do Poder com informações do Portal Fala Aratu

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