“Os vereadores só vivem mentindo dizendo que tem, que tem e nunca tem”, diz mãe atípica de crianças autistas sobre falta de Risperidona no CECAD em Simões Filho.
- noticias dopoder
- 22 de out. de 2025
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Nova denúncia expõe a falta de medicamento essencial no Centro Especializado da Criança e Adolescente com Deficiência (CECAD) e o sofrimento de famílias de crianças autistas

Uma mãe atípica de crianças autistas em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, não conseguiu conter a indignação e a revolta ao denunciar publicamente a falta de Risperidona, um medicamento crucial para o tratamento de seus filhos.
Em um desabafo emocionado na porta do Centro Especializado da Criança e Adolescente com Deficiência (CECAD), ela expressou seu desespero: “Aqui, mais uma vez, eu aqui na frente do CECAD vim buscar o remédio, o Risperidona, para os meus filhos e não tem novamente. Não aguento mais! Onde vamos parar com isso? Mais uma vez, sem remédio, no CECAD não tem remédio, Risperidona em comprimido não tem. Então, os vereadores só vivem mentindo dizendo que tem, que tem e nunca tem”.
A situação traz à tona uma grave questão de saúde pública municipal que afeta diretamente famílias que enfrentam o desafio diário do autismo. A ausência desse medicamento, que desempenha um papel importante no manejo dos sintomas, não apenas prejudica o bem-estar das crianças, mas também gera um estresse adicional para suas famílias, que já lidam com o impacto emocional e financeiro do tratamento.
O desabafo da mãe reflete o clamor de muitas outras famílias que se sentem abandonadas e sem suporte dos atuais gestores locais. A situação ressalta a responsabilidade dos representantes públicos em garantir que os serviços públicos de saúde atendam às necessidades da população, especialmente das crianças portadoras de necessidades especiais.
“Essa falta de compromisso é inaceitável. Precisamos de respostas, de ação. Nossos filhos não podem ficar sem o tratamento que precisam”, continuou a mãe, ao enfatizar que a saúde e a qualidade de vida de suas crianças estão em jogo.
A reivindicação ecoa no quatro cantos da cidade de Simões Filho, onde a população clama por mais atenção e dignidade no acesso a medicamentos essenciais. Enquanto as promessas se acumulam, o desespero das famílias cresce. É urgente que as autoridades municipais busquem soluções efetivas, rompendo o ciclo de desinformação e negligência que parece se instalar nas políticas de saúde do município.
Veja vídeo:
O apelo da mãe atípica é um grito por justiça e apoio, ressaltando a importância de um diálogo aberto entre a comunidade e os representantes eleitos, que devem ser cobrados sobre suas promessas e ações em relação à saúde das crianças autistas.
Redação Notícias do Poder

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