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“Nossas crianças precisam dos direitos deles, de ir à escola...”, desabafa Mãe Atípica que denuncia falta de apoio e suporte educacional aos jovens neurodivergentes na rede pública de Simões Filho

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 18 de mai.
  • 3 min de leitura

Mãe Atípica denuncia descaso da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), e exige apoio e suporte educacional para crianças neurodivergentes que enfrentam barreiras no acesso à escola


Reprodução
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Na cidade de Simões Filho, mães de crianças com necessidades especiais e com condições neurodivergentes têm se mobilizado para denunciar a falta de apoio e suporte educacional e psicológico que seus filhos enfrentam nas escolas municipais.

 

Em um desabafo impactante, uma dessas Mães Atípicas, que é responsável por duas crianças neurodivergentes, expôs a dura realidade: “Nossas crianças precisam dos direitos deles, de ir à escola, de ter o escolar...”.

 

A situação se agrava com relatos de que, devido à escassez de cuidadores e professores especializados, muitas crianças estão sem frequentar as aulas. “Sou mãe de duas crianças especiais, autista, nível 3, suporte, deficiência intelectual e TDAH. Eu venho aqui para pedir para falar sobre as demandas, não só dos meus filhos, mas como de outras crianças especiais também, até porque nossas crianças precisam de apoio psicológico, fonoaudiólogo, medicamentos, dos direitos deles, de ir à escola, de ter o escolar, de não ter que sair tão cedo de casa, seis horas para pegar um escolar, e às vezes chegar lá quase nove horas, porque só tem um escolar. Eu digo porque eles estudam lá no Ressurreição, em outra escola aqui do bairro, em Valter Jorge, e não tem professor no Valter Jorge, não tem cuidador. Meus filhos já vão fazer o terceiro mês sem ir para a escola, porque não tem cuidador. Se não fosse lá o Ressurreição, eles estavam em casa presos que nem bicho. Como vocês querem que nossos filhos estejam?”, afirmou a mãe, indignada com o descaso da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Ela destaca que o transporte escolar é uma verdadeira saga, onde as crianças são obrigadas a sair de casa às seis da manhã para chegar quase às nove na escola.

 

O clamor por atenção e responsabilidade é palpável: “Então, é complicado! Vocês têm que ver a situação da gente mãe, que a gente praticamente parou de viver nossa vida para viver a vida dos nossos filhos. A gente faz de tudo, então quando eles estão lá na escola, a gente tem um tempo para a gente, para a gente cuidar da gente para poder cuidar deles. Então, eu venho falar aqui, pedir sobre as demandas, que vocês cumpram, cumpram as suas promessas que vocês fazem, e pelo menos, dê uma vida digna na sociedade para os nossos filhos também, porque o nosso filho não é bicho não para ficar preso em casa não.”, desabafa ela, ao revelar a angústia e as dificuldades enfrentadas diariamente.

 

A mãe se compromete a lutar por mudanças: “E se depender de mim, eu vou correr atrás sim, vou estar cobrando cuidador, professor, melhorias, porque é complicado você ter duas crianças, você tem que estar deixando com a mãe ou com o marido em casa para poder estar levando o outro para a escola. Aí, botou um ônibus no Ressurreição do Escolar, já tiraram. A gente fica aquele roteiro todo, Ceasa, Góes Calmon, Oitizeiro, sendo que eu moro aqui na Estrada de Candeias. Aí, eu chego em casa quase 1h30, 2h da tarde, saindo de lá 11h30. Para com isso, tá vendo que isso tá errado, gente? Tá vendo que isso é um absurdo? Então, a gente vai estar sempre cobrando sim e eu vou até o fim!”.


Veja vídeo:


 

Enquanto as mães continuam na luta por direitos básicos, a esperança é que suas vozes sejam ouvidas e que a Prefeitura de Simões Filho, através da Secretaria de Educação, tome providências concretas, efetivas, imediatas e urgentes para garantir um futuro mais inclusivo e justo para as crianças neurodivergentes.

 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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