MÃES ATÍPICAS EM SIMÕES FILHO: O clamor por inclusão ignorado
- noticias dopoder
- 1 de abr.
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Após repetidos apelos por Auxiliares de Desenvolvimento Infantil, famílias atípicas denunciam omissão e negligência do poder público municipal e esperam ação da Justiça. Realidade de crianças com necessidades especiais clama por respeito e cumprimento da lei

A situação em Simões Filho chegou a um ponto crítico. Mães atípicas, que lutam diariamente pela inclusão de seus filhos, se encontram em um cenário de descaso e indiferença. Mesmo com reiterados apelos endereçados às direções escolares, à Prefeitura, através da Secretaria de Educação, e à Câmara Municipal, o acesso a um direito fundamental, a exemplo da contratação de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), continua a ser ignorado, vulnerando as crianças com necessidades especiais.
O desespero dessas famílias culminou no dia 27 de março de 2026, quando um Termo de Declarações foi formalizado no Ministério Público Estadual, exigindo ação imediata sobre as condições deploráveis enfrentadas. As vozes que clamam por justiça agora aguardam um posicionamento da Justiça, enquanto a realidade dentro das salas de aula é desoladora: crianças do 6º ao 8º ano, sem saber ler e escrever, são deixadas à mercê de professores que, sem suporte adequado, limitam-se a oferecer atividades desmotivantes.
A falta de compromisso do poder público municipal fere a dignidade dessas crianças. Ter Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) não deveria ser uma barreira para o aprendizado. O que realmente impede seu progresso é a omissão e o silêncio dos gestores. As mães não pedem favores, mas exigem o respeito que seus filhos merecem, assim como o cumprimento das leis que garantem seus direitos.
Agora, a pressão sobre o prefeito Devaldo Soares 'Del' e os vereadores cresce, pois a sociedade não pode mais aceitar a normalização do abandono e do descaso. A inclusão de verdade requer não apenas boas intenções, mas ações concretas e efetivas: a estrutura necessária, profissionais capacitados e, acima de tudo, um compromisso sincero com o futuro das crianças. A luta por respeito e dignidade é uma responsabilidade coletiva, e o momento de agir é agora.
Redação Notícias do Poder com informações do Pod Comunidade no Instagram

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