Mãe Atípica volta a denunciar falta de Risperidona em comprimido no CECAD e nas unidades de saúde em Simões Filho
- noticias dopoder
- 29 de out. de 2025
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Mãe de crianças autistas e uma filha depressiva denuncia escassez de medicamentos essenciais e critica a omissão dos gestores locais em garantir o insumo adequado para tratamento

Em um desabafo contundente e emocionado, uma mãe atípica de duas crianças autistas e uma filha depressiva voltou a denunciar a grave falta de Risperidona em comprimido no Centro Especializado da Criança e Adolescente com Deficiência (CECAD) e nos postos de atendimento de saúde em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
“Eu já não agüento mais comprar remédio. Para muitos que me conhecem e sabem, eu não recebo BPC/LOAS. Então, eu tenho que todo mês está arcando com os remédios dos meus filhos. Tenho dois filhos autistas e uma filha depressiva que está tomando remédios depressivos agora. Minha filha tem só 9 anos de idade”, desabafou.
A mãe, visivelmente angustiada, apresentou as notas das compras recentes. “Vou mostrar a vocês os remédios que eu comprei. Todos os remédios que eu comprei na farmácia, ninguém me deu. Aqui está a nota pra quem quiser ver quanto custou. Isso porque foi na Farmácia do Trabalhador, eu comprei o remédio dos meninos para passar o mês”, expôs.
Ela também expressou sua frustração ao relatar a dificuldade em conseguir o tratamento apropriado para sua filha. “Já pedi muito ajuda à Prefeitura, aos vereadores pra um tratamento pra minha filha e não achei, ela faz tratamento com o psiquiatra”, lamentou. Na hora que eu fui pegar os remédios, não consegui pegar e tive que comprar”, complementou.
A indignação da mãe se intensifica ao perceber a casta de promessas não cumpridas. “Isso é uma indignação, porque a gente nunca consegue remédio. Os vereadores falam que tem Risperidona no posto, realmente tem Risperidona em líquido, mas em comprimido não tem. Aqui está minha indignação. Eu deixei de comprar alguma coisa para os meus filhos comerem ou vestirem ou pagar uma conta para comprar um remédio, que é dever da Prefeitura fornecer. Minha indignação é essa! Não agüento mais cobrar, cobrar e cobrar e vereadores nada fazer”, esbravejou.
Veja vídeo:
Essa situação expõe uma realidade alarmante para muitas famílias que dependem de medicamentos para tratar condições específicas de saúde. A luta incansável da mãe por atenção e apoio revela as dificuldades que a população enfrenta ao buscar os direitos básicos à saúde e ao tratamento adequado. O desespero é um chamado à ação para que as autoridades locais tomem medidas efetivas e garantam que a vida dessas crianças seja digna e segura.
Redação Notícias do Poder

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