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Mãe Atípica rebate de forma veemente Secretária de Saúde sobre disponibilidade de medicamentos essenciais nas farmácias e unidades de saúde para crianças e adolescentes neurodivergentes

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 30 de abr.
  • 4 min de leitura

Após declarações polêmicas de Ananda Gonçalves, mãe atípica e influenciadora digital, Luciana Santos, desafia a versão oficial da gestão do prefeito Devaldo Soares, através da Secretaria Municipal de Saúde, sobre abastecimento e fornecimento de medicações nas unidades da rede pública

 

Reprodução
Reprodução

 

Em resposta às declarações da atual secretária de Saúde, Ananda Gonçalves, na tarde desta quarta-feira, 29, a alguns veículos de imprensa a serviço da atual gestão do prefeito Devaldo Soares, de que não há falta de medicamentos nas farmácias básicas e nos postos de saúde da rede municipal, a influenciadora digital e mãe atípica, Luciana Santos, não hesitou em contestar de forma contundente e incisiva através de seu perfil nas redes sociais a versão oficial propagada pelo atual governo municipal, através da titular da pasta da Saúde municipal, ao expor a dura realidade vivida por muitas famílias atípicas simõesfilhenses que convivem com a falta de medicações essenciais para o tratamento dos seus filhos autistas e com outras condições neurodivergentes.

 

A afirmação da secretária, no entanto, gerou uma onda de indignação e revolta nas redes sociais, especialmente entre as mães atípicas da cidade.  

 

“Reabastecer os postos e o CECAD? Parabéns pra vocês, meu amor! Já fazia falta, já fazia tempo que deveria ter feito isso. Ainda bem que vocês fizeram isso agora. Dá pra se ver que o que a gente tá fazendo, tá fazendo efeito. O que me entristece é que é mais cômodo chegar na rede social e dizer que todo mundo tá mentindo e dizer que nada que o povo tá falando é verdade, do que chegar e falar assim, ‘gente, eu quero pedir desculpa. Eu aqui, representando a Secretaria de Saúde, juntamente com o prefeito, estamos aqui pra pedir desculpa pra população de Simões Filho, estamos aqui pra nos retratar pelo que tá acontecendo. A partir de agora não vai acontecer isso, isso, isso, isso, isso, isso.’ É assim que a gente tem que fazer, mas o prefeito é tão desumilde, entendeu? Não tem Deus no coração, porque ele prega a palavra de Deus, mas isso não é coisa de quem tem Deus no coração. Não, vai lá, diga mentira. Diga que tá todo mundo mentindo, que no meu governo tem tudo, não falta nada. Deve ser isso, né? Isso aqui é o que eu tô pensando, né? Porque pra uma mulher vir em rede social e falar uma coisa dessa, é muito triste! Provavelmente não deve ter filho, porque pra uma mulher vir na rede social falar uma coisa, dizer que todas as outras pessoas estão mentindo, é de partir o coração, pô! Eu digo a vocês, eu como mulher e como mãe, eu preferia perder meu emprego, mas eu não falava uma merda dessa na rede social. Sério, porque eu teria com certeza empatia pelas outras mulheres que estão ali reivindicando seus direitos, que não estão mentindo. Só sabe quem passa, só sabe quem vive. Quem não vive não tem lugar de fala. Quem não passa não tem lugar de fala. Então, abrir a boca e dizer que tá tudo lindo, tudo maravilhoso, pelo amor de Deus!”, revidou.

 

Em um desabafo emocionante, Luciana deixou claro seu descontentamento: “Oi, senhora secretária da saúde, tudo bom, querida? Aqui quem fala é Luciana, uma das mães atípicas que a senhora acabou de chamar de ‘mentirosa’. É, querida, sim, a senhora acabou de chamar todas as mães atípicas de ‘mentirosas’, porque o que vai caber a cada um de nós? Perder o nosso tempo, que eu acho que vocês estão achando que a gente não tem o que fazer, né? Mentindo que não tem medicamento, que vai ganhar o quê em troca disso? A gente não tem o que fazer não, meu amor? A gente não tem precisão nenhuma de estar mentindo. Desde dezembro, a gente está com o problema de medicamento sim. Eu acho isso um descaso, um absurdo!”

 

Em sua crítica, Luciana não apenas desafiou as afirmações da secretária, mas também destacou a falta de empatia e reconhecimento perante o sofrimento da população. “A gente tem o que fazer. A gente tem roupa pra lavar, a gente tem casa pra arrumar, a gente tem filho pra cuidar. Ninguém vai vir para o anexo e nem pra UPA sem necessidade não, pra estar mentindo não, pra estar em rede social pra se aparecer não, porque a gente tem o que fazer. Se as mulheres foram pra pedir no Anexo, foram pra denunciar e protestar, é porque realmente tinha um motivo para isso. A falta de medicamento, a falta de atendimento médico é real, e vocês não vão calar nossa voz, vocês não vão abafar o caso, não! Enquanto eu tiver voz e todas as outras tiverem voz, a gente vai falar e vai anunciar sim!”, afirmou, ao enfatizar que as mães não buscam visibilidade, mas sim soluções concretas e efetivas para um problema que afeta diretamente suas vidas e de seus filhos.

 

A repercussão das palavras de Luciana foi imediata, ao levantar questões sobre a gestão de saúde na cidade para gerar um debate acalorado sobre a realidade enfrentada por famílias que dependem do sistema público de saúde. A situação expõe não apenas a crise do abastecimento de medicamentos essenciais, mas também a necessidade de um diálogo mais aberto e sincero entre a administração pública e a comunidade.


Veja vídeo:


Reprodução/Alô Simões Filho 24h

 

As palavras de Luciana ecoam um chamado à ação, ao instigar os munícipes a se manifestarem e a buscarem respostas para suas demandas urgentemente negligenciadas. A resposta da gestão municipal a esta polêmica situação poderá definir o futuro da administração atual e a confiança da população em sua capacidade de atender às necessidades básicas de saúde.

 

Redação Notícias do Poder

 

 
 
 

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