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Mãe Atípica e filho com deficiência ignorados pela gestão do prefeito Devaldo Soares através da Secretaria de Educação

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 3 de mai.
  • 4 min de leitura

Em desabafo nas redes sociais, ela expõe a luta pela educação inclusiva do filho com deficiência enquanto a atual administração municipal nega direito. “Fazem política em cima dos direitos da pessoa com deficiência", afirma a mãe indignada


Reprodução
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Uma mãe atípica, na cidade de Simões Filho, se torna a voz ativa e marcante de uma revolta coletiva ao denunciar o descaso da gestão do prefeito Devaldo Soares, através da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), em relação aos direitos de pessoas com deficiência. Em um desabafo poderoso compartilhado em vídeo em seu perfil nas redes sociais, a mãe expressou sua indignação ao perceber que seus apelos por assistência têm sido sistematicamente ignorados.

 

“Chateada com mais uma situação, mais uma situação aqui. Vocês que estão aqui na minha rede social, vocês me acompanham, vocês sabem que quando eu venho aqui de forma chateada é para falar de direitos da pessoa com deficiência. Eles estão se mantendo surdos ou se fazendo de surdos, estão fazendo política em cima dos direitos da pessoa com deficiência. Meu filho está sem ir para o colégio há quase dois meses, vocês estão aqui, vocês estão me acompanhando, vocês estão vendo as minhas postagens, né? Eu buscando um carro particular que possa fazer o roteiro de meu filho para o colégio, mas infelizmente eu não venho conseguindo. Significa que, além de ser um direito do jovem com deficiência, eu também não estou esperando que a prefeitura me conceda esse carro para que meu filho possa voltar ao colégio. Então assim, eles insistem, eles estão insistindo em não querer fornecer o carro. Qual é a desculpa? Qual é o motivo? Que não deveria existir, eles estão argumentando que não tem motorista para fornecer os carros, para conceder os carros para os nossos filhos com deficiência e para o colégio”, desabafou a mãe, visivelmente emocionada e revoltada.

 

O desamparo é ainda mais alarmante quando ela revela que não está sozinha nessa luta. “E digo mais, tem famílias que estão me procurando aqui no Instagram pra poder ir para o Ministério Público para poder registrar queixa junto comigo”, afirmou. O que parecia ser um problema isolado se transforma em um eco de exclusão: muitos jovens com deficiência permanecem fora do ambiente escolar devido à falta de transporte disponibilizado pela prefeitura.

 

“Eu primeiro quero tentar uma comunicação. Eu já venho tentando, na verdade, de forma sozinha. Já estive na Semed três vezes, venho fazendo contato com pessoas através do WhatsApp e a resposta é a mesma, não tenho carro, não tenho carro, não tenho carro”, contou. 

 

Ao relatar suas tentativas de comunicação com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a mãe expôs a frustração que sente. “Já estive lá três vezes e a resposta foi a mesma: não temos carro. Isso é um cinismo! Cuidar de quem cuida? A única coisa que eles cuidam é das próprias políticas. Aqui, quem cuida dos nossos filhos somos nós”, lamentou.

 

Ademais, o evento chamado ‘Cuidar de quem Cuida’, promovido pela prefeitura, foi duramente criticado por ela. “No dia 30, eles fizeram um evento chamado assim ‘Cuidar de quem Cuida’. É muito cinismo, né, gente? É muita falta de educação, é muita falta de empatia, é muita falta de respeito e dignidade. Cuidar de quem? Cuida de quem? Só se for eles cuidarem de quem tá na casa deles, porque aqui na nossa casa, quem cuida de nós somos nós mesmos. Quem cuida dos nossos filhos somos nós mesmos. Porque eles insistem em fazer política com os carros e, infelizmente, nós ainda não conseguimos o carro para poder os nossos filhos irem para o colégio. Assim como meu filho está em casa sem ir para o colégio, porque não tem carro, porque a prefeitura diz que não tem motorista, eu conheço também outras famílias que estão no mesmo colégio que o meu filho, que também estão fora do colégio, que estão excluídos”, ressaltou, indignada.

 

Diante de um apelo poderoso por mudança, ela se dirige diretamente ao prefeito Devaldo Soares e à secretária de Educação, Heliene Mota, ao reforçar a necessidade de atender a legislação que protege os direitos das pessoas com deficiência. “Então, assim, volto a dizer aqui, Del, prefeito de Simões Filho, Heliene Mota, secretária de Educação do município de Simões Filho, eu já venho marcando vocês na rede social, eu já venho tentando a comunicação com vocês e, infelizmente, eu não venho sendo atendida. Já estive na SEMED três vezes e a informação é que não tem carro. Perdão, tem carro, mas não tem o motorista. Então, assim, eu estou pedindo a vocês encarecidamente respeito que não deveria estar pedindo, deveria ser algo que vocês deveriam estar respeitando, porque existe uma lei, existe uma lei 13.146/2015 que assiste o jovem com deficiência, que assiste a pessoa com deficiência, mas que vocês só enxergam em época de política. E eu não estou aqui pra poder fazer política. Aliás, eu nunca fiz política com as necessidades de meu filho e não vou fazer nunca. Agrade ou desagrade quem quer que seja. Então, assim, eu estou pedindo a vocês, solicitando a vocês, que vocês dêem o carro, concedam o carro pra que o meu filho possa ir pra escola, pra que vocês possam incluir o meu filho no colégio ao invés de vocês estarem excluindo e que muito cinicamente diz que tem inclusão social. Isso é muita falta de respeito, isso é falta de dignidade”, conclui, ao clamar por uma ação imediata e efetiva que garanta a inclusão de seu filho e de tantos outros.


Veja vídeo:


 

Esse episódio não apenas expõe uma realidade crítica enfrentada por muitas famílias, mas também serve como um chamado à ação para que a administração municipal reveja suas prioridades e busque soluções efetivas para a inclusão e dignidade de todos os munícipes.

 

Redação Notícias do Poder

 

 

 

 

 

 
 
 

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