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Mãe Atípica denuncia falta de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI's) capacitados para crianças neurodivergentes em creches de tempo integral em Simões Filho

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 25 de mai.
  • 2 min de leitura

Luciana Santos revela acúmulo e desvio de funções pela ausência de funcionários habilitados e qualificados, enquanto a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), ignora os apelos por melhorias


Reprodução
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Em uma forte manifestação nas redes sociais, Luciana Santos, influenciadora digital e Mãe Atípica de Simões Filho, expõe um grave problema enfrentado nas creches de tempo integral da cidade: a falta de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI’s) ou Auxiliares de Classe, que tem levado profissionais a exercerem funções para as quais não são capacitados, habilitados e qualificados.

 

“Gente, impressionante como mais uma vez eu tenho que vir aqui fazer essa denúncia, porque é um descaso nessa Secretaria de Educação. Heliene Mota tá lá na Secretaria de Educação, eu não sei o que essa mulher tá fazendo lá. Eu não sei porque o prefeito de Simões Filho ainda não mudou essa gestão, porque é uma gestão que não faz nada. As creches de tempo integral continuam sem funcionários. Cuidadores que é pra estar auxiliando apenas uma ou no máximo duas crianças que tem autismo ou qualquer tipo de outro aspecto tá tendo que fazer trabalho de professor, de auxiliar de classe.” desabafou.

 

Luciana não poupou críticas à atual gestão da Secretaria de Educação, liderada pela secretária Heliene Mota, ao questionar a falta de ação do prefeito Devaldo Soares em relação às necessidades urgentes da Educação e da Saúde na cidade. Ela destacou que cuidadores, que deveriam auxiliar apenas uma ou duas crianças com autismo ou outras necessidades especiais, estão sendo sobrecarregados.

 

“Daqui a alguns dias, o cuidador também vai estar na cozinha fazendo comida, porque não tem funcionário. O pai e a mãe não levam a criança porque não tem funcionário pra poder olhar seu filho. O que é isso? Como é que pode? Nosso prefeito tá lá em Brasília assistindo palestra pra melhorar o investimento em Simões Filho, mas não investe na educação e não investe na saúde?” alertou.

 

A situação se agrava com a falta de professores, levando auxiliares a assumirem funções de docentes. “Os funcionários estão fazendo dois tipos de trabalho, estão recebendo por um serviço e estão fazendo dois, três. Por exemplo, você é um auxiliar de classe, está fazendo o trabalho de auxiliar, às vezes, você faz o trabalho da professora, porque muitas vezes a professora não vai para a escola ou tem algum problema, não pode ir. A auxiliar sai de ser auxiliar para ser professora. A cuidadora ADI sai de ser ADI para ser auxiliar de uma sala com 20 crianças, sendo que ela é paga para ficar só com uma ou duas crianças. Diretora também passava pra dar aula. Tá uma situação assim... É dia sim pra pior. É só ladeira abaixo!” enfatizou Luciana, ao refletir a indignação de muitas famílias que se sentem desamparadas.


Veja vídeo:


 

O grito de alerta de Luciana ecoa não só como um apelo por mudança, mas como um chamado à ação para que a gestão municipal finalmente priorize a Educação e a Saúde em Simões Filho, em especial, a Educação Inclusiva.

 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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