Mãe Atípica de Simões Filho denuncia Hapvida Saúde por descaso, descumprimento de ordem judicial e negativa de direito no atendimento especializado para filha autista
- noticias dopoder
- 12 de mai.
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Jéssica Carolina revela a angustiante experiência de sua filha com o plano de saúde, que não cumpre e ignora ordem judicial, deixando famílias atípicas em desespero, frustração e indignação

Em um dramático relato, Jéssica Carolina, mãe de uma criança autista em Simões Filho, expressou sua indignação e revolta contra o Hapvida Saúde, que, segundo ela, não apenas descumpriu uma ordem judicial, mas também negligenciou o direito fundamental à saúde de sua filha neurodivergente.
A indignação de Jéssica é palpável ao descrever a frustração e o sofrimento vividos pela sua filha em decorrência do que considera um "papelão" do plano de saúde. "Eles não acatam ordem judicial, liminar. Fui enganada com um falso agendamento, e minha filha saiu da clínica chorando, frustrada, sem atendimento", desabafou.
“Muitos já ouviram falar no Hapvida Saúde plano de saúde. Gente, esse plano de saúde, Hapvida da saúde, é só ilusão. Só ilusão, eles iludem. Eles não acatam ordem judicial, liminar judicial, eles não acatam. Hoje, eles desacataram uma ordem judicial. Porque você está falando que eles desacataram uma ordem judicial? Porque eu contratei o plano de saúde recentemente, em menos de três meses, por uma criança autista. Na minha contratação, eu falei a esse plano de saúde que é para uma criança autista. Falei que ela [filha] é autista e falei as comodidades que ela tem, as deficiências que ela tem. Então, beleza. Fiz a solicitação, passei pela neuro [neuropediatra] pelo próprio plano, o neuro passou as terapias que ela necessita ser feita. Então, até aí tudo bem, tentei marcar pelo plano, não foi, não deu certo, eles negaram. Então, eu procurei uma advogada, a advogada entrou no processo. O juiz concedeu a liminar, quando ele me concedeu a liminar, eu fiz duas solicitações com essa liminar anexada na minha solicitação das terapias que estavam prescritas pelos médicos. Não por mim, pelo médico e eles [do Hapvida] negaram.”
A situação se agrava ainda mais, pois, mesmo após a intervenção judicial que garantiu o acesso às terapias necessárias, o plano de saúde se mostrou inflexível, ao negar as solicitações médicas e fazendo com que Jéssica enfrentasse não apenas o desgaste emocional, mas também os custos de deslocamento para consultas que se mostraram inúteis.

“Ontem, a central de marcação entrou em contato comigo perguntando se eu tinha interesse de agendar as terapias de minha filha na clínica Horto Florestal do Hapvida. Eu falei: ‘tenho sim, que minha filha necessita’. Concordei. Até aí, tudo bem. Eles me mandaram a escalação de um falso agendamento da parte deles. Inclusive, hoje estive lá na Hapvida, tenho provas que eu fui lá na Hapvida, dei entrada como uma consulta normal, eles deram baixa no sistema deles, como se tivesse consultado a criança, mas não. Não fui bem assistida, minha filha não foi atendida, com esse falso agendamento. Como posso confiar nos demais agendamentos? Cheguei para a coordenadora da clínica, conversei e ela prontamente tentou amenizar o caso, abafar o caso. Se você tem um agendamento, quando o call center do Hapvida faz um agendamento para você, automaticamente eles têm que entrar em contato com a clínica para poder ver a disponibilidade de cada profissional e o horário para se encaixar para poder atender um paciente. Chegando lá, eu fiz a ficha de minha filha e fiquei aguardando. Mãe da menor, fulana. Aí eu falei, sou eu. Ela falou, mãe, eu não vou poder te atender porque eu não tenho agenda. Não tenho horário. Eu falei, como é que você não pode me atender se você está agendado? Vocês têm que cumprir o horário que está agendado o atendimento. Aí, ela me levou na sala da coordenadora, a coordenadora tentou amenizar o caso inventando desculpas farrapadas, falando que quem agenda os horários, concilia os horários de atendimento, não é a central do Hapvida, são eles próprios na clínica que encaixa. Mas, pra que existe a central de atendimento? Passa a relação toda, a pessoa vai lá. Gente, eu moro em Simões Filho e essa clínica é na Garibaldi, tenho que pagar transporte, porque eu não tenho passe. Os danos que causou a minha filha psicologicamente, porque a bichinha estava toda ansiosa e aqui gente é tanta coisa que acontece com a gente, mães atípicas, que é revoltante! Gente, eu estou revoltada com a Hapvida Saúde de fazer esse papelão. Isso aí pra mim é um papelão fazer o consumidor de palhaço. E eles desacataram a ordem judicial. Eu tô indignada, gente. Indignada! O psicológico de minha filha, minha filha saiu da clínica chorando frustrada, porque não foi atendida. Olha como é que ta o psicológico de minha filha, tudo por causa do Hapvida Saúde que fez um falso agendamento. Chegando lá não teve nada de atendimento, gente. Nada, nada, nada, nada de atendimento. Uma falsa triagem que fizeram, péssima qualidade de atendimento. Não teve atendimento. Se eu demorei 40 minutos dentro de uma clínica lá, esperando dentro disso tudo, foi muito.”
Veja vídeo:
A mãe atípica conclui seu apelo: "Não aconselho a Hapvida Saúde pra ninguém. É o pior plano de saúde, que ainda frustra nossos filhos. Fica aqui minha indignação!" A história de Jéssica Carolina não é apenas um grito por justiça, mas um alerta sobre a necessidade de responsabilidade e respeito às ordens judiciais na área da saúde.
“Eu não aconselho a Hapvida Saúde pra ninguém, gente, pra ninguém, é o pior plano de saúde. Ainda frustra nossos filhos. Fica minha indignação!”
Redação Notícias do Poder



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