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Moradora detona gestão do ex-prefeito e do atual prefeito Del pela falta de assistência à comunidade atípica e às crianças com necessidades especiais na Saúde, na Educação e no Social em Simões Filho

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 1 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Desabafo de Dona Sônia revela luta das famílias atípicas e de crianças neurodivergentes na cidade ignorada pelo gestor anterior e pelo atual da cidade


Reprodução
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Na cidade de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, um grito de alerta ecoa nas vozes de mães, pais e avós que enfrentam o desafio diário de cuidar de crianças com necessidades especiais, que incluem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o TDAH, a dislexia e outras condições neurológicas. Dona Sônia, avó dedicada e moradora da cidade, relata sua indignação com a falta de assistência da gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino e do atual prefeito Devaldo Soares ‘Del’, que, segundo ela, têm negligenciado as demandas urgentes das famílias atípicas.


No vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp da cidade, Dona Sônia reclama da ineficiência do Centro Especializado da Criança e Adolescente com Deficiências (CECAD), onde seu neto, que exige cuidados especiais, teve um atendimento que ela classifica como “descartável”. “CECAD pra mim é como se não existisse, porque minha filha levou meu neto em uma nutricionista, que mal nem sabia passar uma dieta para uma criança. Um receituário que veio foi aquela receita pequenininha, ela [nutricionista] querendo mudar hábitos e não prescreveu direitinho o que deveria ser feito. Então, pra mim, o CECAD está descartável, o atendimento é péssimo, principalmente para as mães que estão na fila. Todo dia troca neuro [profissional neuropediatra] tanto pra adulto e criança, pois eu também dependo de neuropsiquiatra. Eu sou atendida pelo neuropsiquiatra e o meu neto também na Saúde Mental, meu neto por Dr. Vinícius e eu pelo Dr. Tales. A neuro saiu, porque era Dra. Carol e entrou um outro lá, e há falta de respeito, porque meu neto faltou a neuro por morte do pai e ainda botaram assim lá ‘por morte familiar’. Em vez de informar ‘oh mãe, venha na semana que vem para trazer o seu filho, não’, marcou pra 30 de setembro. Um absurdo isso! Ela não entende uma morte familiar ou não tem família? Outra coisa: pessoas deveriam sair da marcação da neuro e não enfrentar fila, porque na saúde mental já sai marcado, não vai pra fila, já sai marcado e no neuro não era pra ser diferente”, critica.


Os relatos de Dona Sônia revelam outra realidade alarmante: falta de medicamentos nas farmácias públicas, estrutura inadequada nos serviços de saúde e uma educação em crise são alguns dos desafios enfrentados. “O Hospital Municipal de Simões Filho parece um chiqueiro, só os porcos que vão lá”, alfineta. “A Educação vai de mal a pior. Vamos melhorar isso, gente!”, bradou.


No que se refere à doação de cesta básica, Dona Sônia não se contém: “Nunca mais recebemos nada. A cesta é uma calamidade, você nunca recebe. O prefeito [prefeito Del] não tá nem aí pra situação de ninguém, ele [o prefeito] quer saber que na mesa dele não vai faltar. Aí, vem um fubá cheio de gorgulho, uma arroz, um feijão escuro que nem sabor dá. Você pode colocar a carne que for, não dá sabor. É tudo de cesta de miserável, porque para o pobre, uma cesta dessa tá horrível. Então, se eles tivessem filho com TDAH ele [prefeito] jamais iria fazer essa compra com feijão preto desse jeito pra dar aos filhos dele, feijão escurecido demais que não dá gosto em comida. É horrível!”, desabafa, ao enfatizar e refletir a indignação pela carência de apoio básico.


Ela compara a assistência de Simões Filho com a da cidade de Camaçari, onde os munícipes desfrutam de melhores condições e atendimento. “Os tickets do peixe da Semana Santa, você que é LOAS não tem direito, enquanto em Camaçari dá de lavada em Simões Filho. O peixe de Camaçari é sensacional, vem com feijão, vem com isso, vem com aquilo, tudo completo para a Semana Santa, e em Simões Filho pra dar um peixe é uma vergonha! Natal! Lá em Camaçari tem um frango ou um chester, e em Simões Filho não tem nada”, escancara.


Dona Sônia conclama a população a se unir e exigir mudanças. “Eu espero que alguém se manifeste, fale! Essa gestão de Dinha foi a pior que teve. A gente não pode aceitar isso. Tem que mudar isso. Chega, dá um basta! Bora ter uma nova política. Avante e que possamos lutar todos juntos e é isso que eu espero do povo simõesfilhense também”, exorta, com a esperança de que sua luta gere eco na sociedade e, sobretudo, nos governantes.


Veja vídeo:



A mobilização por melhorias em Simões Filho se torna imprescindível, não apenas pela saúde e educação, mas pela dignidade de cada família atípica que enfrenta uma batalha diária em busca de apoio, respeito e cidadania. A voz de Dona Sônia é um lembrete: a mudança só acontecerá se todos se unirem em prol de um objetivo comum.


Redação Notícias do Poder

 
 
 

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