LUTA E RESISTÊNCIA POR DIREITOS: Mães atípicas e idosos escancaram humilhação e vergonha em protesto contra número limitado de fichas para atendimento no Anexo do Hospital Municipal em Simões Filho
- noticias dopoder
- 23 de abr.
- 3 min de leitura
Falta de fichas de atendimento e suporte especializados leva manifestantes a bloquearem via e exporem descaso e desrespeito da atual gestão da prefeitura em ato de indignação e revolta

Um grupo de mães atípicas e idosos se reuniu na manhã desta quinta-feira, 23, em frente ao Anexo e no prédio da Secretaria de Saúde, ao lado do Hospital Municipal, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, em um protesto contundente na Avenida Luiz Eduardo Magalhães contra a falta de acesso a atendimentos médicos especializados e à humilhação sofrida na busca por fichas de consulta.
Com apenas 13 vagas disponíveis para crianças e 7 para adultos, os manifestantes ressaltaram a crítica situação que enfrentam no sistema de saúde local, ao clamarem por direito, respeito e dignidade.
As mães responsáveis por crianças autistas e com outras condições neurodivergentes relatam jornadas difíceis que começam ainda durante a madrugada para garantir uma ficha de atendimento.
“Olha a humilhação que as pessoas passaram na frente do Anexo hoje para remarcar a Neuropediatra, principalmente, às mães atípicas, que disseram que era para ir hoje. Só deram 13 fichas para marcar para o retorno da criança. É isso que o povo de Simões Filho está enfrentando. Idosos, pessoas doentes, transplantadas, tudo junto e misturado, entre elas, as mães atípicas, que foi dito na semana passada que ia ter marcação para retorno, e aí, hoje só deram 13 fichas para retorno de crianças e as outras crianças sem atendimento, sem renovar receita, já não tem o remédio no posto de saúde, e aí, a gente ainda fica sem renovar as receitas. Pense aí a nossa situação, a precariedade que está o nosso município, como está a saúde pública e a educação, fora as outras, infraestrutura e o dinheiro e o bolso deles só crescendo, enchendo! Cadê os vereadores para verificarem essa situação? Nenhum para está lá na fila com as mães em plena madrugada, porque elas chegaram lá de madrugada e, mesmo assim, conseguiram apenas 13 fichas. Somos 1 mil e poucas mães no município que utilizam desse serviço de neuropediatra”, expressou uma mãe indignada, ao enfatizar que o serviço prestado pela prefeitura é insuficiente para atender a demanda crescente.
A indignação é compartilhada por outra mãe atípica, que também não se conforma com tal situação de caos na saúde pública municipal. “Olha que vergonha para nós mães atípicas debaixo de uma chuva está se humilhando para marcar um médico para os nossos filhos. Isso é revoltante! Meu Deus! Que situação é essa? Isso é um absurdo o que o prefeito está fazendo com as mães atípicas! Isso é uma vergonha! Eu cada vez mais estou ficando indignada com esse prefeito Del. Eu vou pra cima mesmo e com força contra esse prefeito. Não pode acontecer isso, ele tem que abrir as portas, porque é inadmissível ter um monte de gente passando humilhação. Olha a humilhação que as mães atípicas estão passando: 13 fichas para milhares de crianças dentro de Simões Filho precisando retornar ao neuropediatra e ter sua consulta para renovar a receita e ter o acompanhamento e não está conseguindo. Isso é revoltante! Eles mesmos dificultam para as mães atípicas. O neuropediatra é um médico importantíssimo para a saúde dos nossos filhos. Isso é um absurdo! Eu estou indignada”, desabafou.
A revolta também é manifestada por idosos com problemas de saúde que, sem acompanhamento regular, veem o risco de agravamento de suas condições soar alarmante. Reclamações sobre a falta de suporte e a ausência de resposta por parte da gestão municipal estão no centro deste clamor por justiça e dignidade no atendimento à saúde.
Com a ausência de um posicionamento claro da prefeitura diante das responsabilidades que lhe cabem, a mobilização da comunidade se intensificou, levando ao bloqueio da Avenida Luiz Eduardo Magalhães, em protesto contra o abandono e a desassistência. Os manifestantes pedem medidas urgentes que garantam um acesso mais transparente e efetivo ao cuidado especializado, reafirmando que saúde é um direito fundamental que deve ser respeitado e assegurado.
Veja vídeo:
O jornalismo do Notícias do Poder exige respostas da Prefeitura de Simões Filho, administrada pelo prefeito Devaldo Soares, através da Secretaria Municipal de Saúde, conduzida pela Secretária Ananda Gonçalves, e da Comissão de Saúde da Câmara Municipal sobre o descaso e a humilhação vividos por mães atípicas e idosos em busca de esclarecimentos sobre a gestão do atendimento à saúde no município.
Redação Notícias do Poder
Veja imagens do protesto:










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