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Jéssica Carolina desmascara gestão do prefeito Devaldo Soares e declarações da secretária de Saúde Ananda Gonçalves sobre estoque de medicamentos para autistas nas unidades básicas de saúde:"em falta"

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 29 de abr.
  • 3 min de leitura

Mãe atípica e também porta-voz do Grupo Comunidade Atípica expõe a realidade de desabastecimento de medicações essenciais para os jovens neurodivergentes e lança desafio à administração de Devaldo Soares: “eu tenho como comprovar. Tenho notas fiscais dos remédios que minha filha toma. Tenho todas as notas fiscais aqui com valores.”


Reprodução
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Em um desabafo contundente e repleto de indignação, Jéssica Carolina, uma das vozes mais ativas do Grupo Comunidade Atípica de Simões Filho e também mãe de filha autista, levantou uma bandeira em defesa das crianças autistas e neurodivergentes da cidade.

 

Em vídeo compartilhado nas suas redes sociais, ela desmascarou a gestão do prefeito Devaldo Soares e as declarações da secretária municipal de Saúde, Ananda Gonçalves, que em reportagens concedidas à imprensa local, afirmaram que os medicamentos essenciais para esses jovens estão disponíveis nas farmácias básicas e unidades de saúde.

 

“Secretária de Saúde, Ananda Gonçalves! Venho aqui lhe parabenizar porque a senhora colocou os remédios no posto para nossos filhos atípicos, porque realmente estava em falta! É melhor a gente falar a verdade, né, secretária, do que estar dizendo que a gente [mães atípicas] é mentirosa. A gente tem muito o que fazer, achando que a nossa rotina é fácil, está correndo atrás de terapias para nossos filhos, médicos, neuro, psiquiatra, terapias e outras coisas mais. Será que a gente ia está mentindo, como a senhora está divulgando notas aí em redes sociais? A gente não é nenhuma mentirosa, não, secretária!”, desabafou Jéssica, em um apelo dramático que ecoa na comunidade.

 

Ela destacou o dia a dia desgastante das mães que buscam, incansavelmente, terapias e atendimentos médicos adequados para seus filhos. “Quem está na pele de uma mãe não tem tempo para mentir! A gente não precisa disso”, pontuou.

 

Jéssica desafiou a secretária a confrontar a realidade que vive, inclusive em desembolsar valores na compra de medicamentos para a continuidade e manutenção do tratamento de sua filha com autismo, uma vez que o município não possui as medicações que deveriam ser disponibilizadas gratuitamente.

 

“E eu tenho como provar, ó, que aí na secretaria, no CECAD, não tinha. Eu tenho como comprovar. Tenho notas fiscais dos remédios que minha filha toma. Tenho todas as notas fiscais aqui, com valores. Se a senhora quiser, eu levo até aí, na Secretaria de Saúde, para eu entregar todas as notas fiscais. Fica o meu recado para a senhora: 'que a gente, mãe, não somos mentirosas. Não somos, não precisamos mentir, ainda mais a respeito de nossos filhos, só queremos inclusão, inclusão na saúde e na educação, pelo menos um pouco de empatia com nossos filhos. Estou muito indignada!'”, expressou ela em tom enfático. Sua declaração visceral expõe não apenas a luta de uma mãe, mas sintetiza a frustração de muitas que se sentem negligenciadas em suas necessidades básicas.

 

O clamor por providências e uma resposta eficaz da administração municipal ganha urgência. À medida que as mães se organizam e levantam suas vozes, a pressão sobre o governo local aumenta para que medidas concretas sejam tomadas em benefício das crianças que dependem de cuidados contínuos.

 

O desabastecimento de medicamentos e a falta de empatia são questões que não podem ser ignoradas. A comunidade espera do prefeito e da secretária uma ação que vá além das promessas e se traduza em realidades palpáveis para melhorar a vida das crianças e suas famílias, em especial, as atípicas.


Veja vídeo:


 

Diante disso, a mensagem é clara: enquanto houver mães atípicas na luta, a verdade prevalecerá.

 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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