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INQUIRIÇÃO E ESCRUTÍNIO POPULAR: “Prefeito eleito” Del é questionado por nível de escolaridade e despreparo para assumir comando do Executivo Municipal

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 18 de dez. de 2024
  • 4 min de leitura
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Diplomação de Devaldo Soares de Souza levanta preocupações sobre continuidade do desgoverno de Diógenes Tolentino e retrocesso administrativo e político na cidade considerada a 10ª economia da Bahia


A cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, viveu na manhã de segunda-feira, 16, um momento controverso com a diplomação de Devaldo Soares de Souza, conhecido como Del, como novo “prefeito eleito” do município. A solenidade realizada no Fórum Josaphat Marinho e conduzida pelo juiz Dr. Rogério Miguel Rossi também contou com a oficialização do mandato da “vice-prefeita eleita”, Simone Oliveira Costa, e dos 17 vereadores que compõem a 16ª Legislatura da Câmara Municipal de Simões Filho. Contudo, o ato foi ofuscado por um clima de desconfiança e apreensão entre a população que questiona o nível de analfabetismo e/ou de escolaridade e a falta de preparo do futuro gestor.


A escolha de Del, um político apontado como analfabeto e despreparado para o cargo de prefeito, levanta preocupações sobre a continuidade do desgoverno de Diógenes Tolentino, que já deixou uma marca de insatisfação na administração municipal.


"Uma formação escolar ou universitária é importante para que alguém ocupe o principal cargo do município", afirmou um morador, refletindo o sentimento de muitos que se preocupam com o futuro político e administrativo de Simões Filho.


A Constituição Federal estabelece que candidatos a cargos eletivos devem ser alfabetizados e apresentar declaração de escolaridade ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No entanto, a falta de transparência sobre a formação escolar e/ou acadêmica de Del gera dúvidas sobre sua capacidade de liderar uma cidade que figura como a 10ª economia do Estado da Bahia.


Episódios anteriores envolvendo o político também alimentam a preocupação da população, com relatos de situações esdrúxulas e vexatórias que evidenciam seu despreparo.


Em entrevista ao Programa Bahia no Ar, o então pré-candidato do União Brasil à sucessão municipal, Del do Cristo Rei, demonstrou desconhecimento e insegurança ao responder quando perguntado quais os partidos aliados apoiam o projeto político de continuidade ao poder.


Durante a entrevista, Del não soube dizer precisamente e com convicção quais e quantas legendas fazem parte da base de sustentação política de sua pré-candidatura ao Executivo municipal, a ponto de recorrer às anotações feitas no papel, momento que surpreendeu o entrevistador que ficou com semblante apreensivo quando se deparou com o absoluto e total despreparo do pré-candidato pela demora na resposta.

 

O desconhecimento de Del provocou a reação do entrevistador, que tentou remediar a situação vexatória ao reiterar a pergunta já dirigida ao pré-candidato. “Então, são quantos partidos mesmo, no total?”, repetiu.


Desconsertado, o pré-candidato tentou remediar a gafe cometida com uma resposta de senso comum para evitar cometer um equívoco. “Nós temos 7 partidos. São 7 partidos na coligação, são 7 partidos que estão aí caminhando conosco, fechado, trabalhando. Então, nós acreditamos que vamos aí no dia 6 de outubro ter esse resultado...”, divagou Del.


O vídeo com a gafe de Del do Cristo Rei repercutiu nas redes sociais e muitos internautas criticaram a falta de conhecimento do então postulante em relação aos partidos aliados. Até os analistas políticos da cidade criticaram a desenvoltura de Del na entrevista.


A incoerência do então pré-candidato, à época, ficou evidente quando o mesmo que se diz admirador da imprensa muda o tom ao recusar certos convites para entrevistas, a exemplo do POD Pensar, para evitar situação constrangedora e vexatória semelhante.

 

Em outra ocasião pública, o prefeito Diógenes Tolentino e o então candidato indicado à sucessão municipal, Del do Cristo Rei, foram comparados, à época que antecedeu o período eleitoral, a uma famosa dupla de humorísticos brasileiros, os Trapalhões Didi e Dedé, em uma cena que oscilou entre o cômico e o vexatório durante a 2ª Corrida Solidária da Juventude, realizada como parte da Semana da Juventude em Simões Filho.


Durante o evento, enquanto o prefeito concluía seu discurso e passava a palavra para Del, presidente da Câmara Municipal, uma reação inesperada e empolgada do candidato gerou risos e surpresa entre os presentes. Del, contagiado pelo clima festivo, expressou entusiasmo e bom humor a ponto de não conseguir conter a reação inesperada no estilo Trapalhão, prometendo caminhar debaixo da chuva em um momento descontraído e caricato, o que provocou risos de quem presenciou a cena hilária.


“Não é isso, meu irmão Del?”, verbalizou o prefeito, que oportunizou para Del a vez de falar. “É isso aí, meu prefeito, eu tô aqui na pegada da xuventude, vamos pra cima caminhar debaixo dessa chuva... [risos]”, disse Del, que ainda fez um movimento de aquecimento no estilo atleta.


Veja vídeo:



Apesar da tentativa de criar um momento leve e descontraído, a população de Simões Filho não viu com bons olhos a atitude de Diógenes Tolentino e Del, considerando-a inadequada e indigna de representantes políticos. As críticas apontam para a falta de seriedade e comprometimento com os desafios e questões reais enfrentadas pela cidade, destacando a falta de habilidade e talento para o humor, muito menos para a gestão de um município do porte de Simões Filho. 

 

As más decisões, a execução de ações ineficazes e o descaso com a cidade e seus habitantes revelaram-se como exemplos das atrapalhadas protagonizadas tanto pelo atual prefeito quanto por seu possível sucessor. A falta de habilidade para lidar com questões sérias e a desconexão com a realidade cotidiana da população simõesfilhense foram apontadas como fatores que comprometem a confiança e a credibilidade dos atuais gestores municipais.


A comparação com a dupla humorística Didi e Dedé, famosa por suas travessuras e peripécias, destaca a dualidade entre a tentativa de criar um momento descontraído e a responsabilidade de liderar uma cidade e promover o bem-estar de seus munícipes. A população espera seriedade, comprometimento e respeito por parte de seus representantes, em vez de cenas que gerem desconforto e desapontamento.


Com a diplomação, a expectativa agora é saber se Del conseguirá superar as barreiras impostas pela sua incapacidade e despreparo e se apresentará uma gestão capaz de atender às demandas de uma população que clama por mudanças significativas. O futuro administrativo e político de Simões Filho permanece em dúvida, à medida que a cidade se depara com o desafio de um futuro governo marcado por controvérsias e incertezas.

 
 
 

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