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FESTA OU FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO? Endividamento público em Simões Filho através de mais um pedido de empréstimo milionário absurdo não é razão para celebrar

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 22 de fev.
  • 2 min de leitura

Após aprovação pela Câmara de Projeto de Lei que prevê a contratação de operação de crédito externo, prefeito Devaldo Soares 'Del' enfrenta críticas pela falta de discussão e transparência, enquanto a população questiona o real impacto nas finanças e no futuro da cidade


Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, a festa de aniversário do prefeito Devaldo Soares ‘Del’ regada a banquete e ornamentação com requintes de exuberância e ostentação e marcada por ato político deixou um presente de grego para a cidade e um gosto amargo na população. Com a aprovação do Projeto de Lei nº 026/2025, que permite ao município contrair um empréstimo de US$ 70 milhões junto à Corporação Andina de Fomento, o cenário se torna preocupante. O montante pode ultrapassar R$ 400 milhões, pela atual cotação do dólar, um endividamento que levanta questões sobre a sustentabilidade das finanças locais e a verdadeira destinação dos recursos.

 

O evento, além de celebrar a data, se transformou em uma vitrine política para aliados e autoridades, com a presença de deputados e vereadores. Entretanto, o foco caiu sobre o empréstimo, que promete complicar ainda mais a situação financeira da cidade, com dívidas herdadas por futuras gestões que impacta gerações. A história se repete: empréstimos anteriores, superiores a R$ 120 milhões das administrações passadas, à época do ex-prefeito Diógenes Tolentino, deixaram um legado de juros altos e promessas não cumpridas.

 

Enquanto o clima festivo era celebrado, os bastidores políticos fervilhavam com rumores de articulações, alianças e acordos políticos silenciosos que podem comprometer ainda mais os interesses da coletividade, levantando a pergunta crucial: como esse endividamento será administrado e quais garantias a população tem de que os investimentos realmente trarão benefícios?

 

A inquietação é palpável nas ruas, onde o povo não vê motivos para festa. Para muitos, a transparência e a prestação de contas são questões essenciais, e não podem ser relegadas a eventos ocasionais. O apelo é claro: a população de Simões Filho merece respostas claras, concretas e efetivas sobre o uso do dinheiro público, as obras planejadas e os benefícios esperados.

 

Assim, enquanto os atuais gestores e líderes políticos se exibem entre sorrisos e celebrações, a verdadeira dívida não apenas financeira, mas social começa a assombrar os munícipes, que temem por um futuro carregado de compromissos e incertezas. A festa pode ter acabado, mas a conta da dívida pública impagável, essa, ainda está por vir.

 

Redação Notícias do Poder

 

 
 
 

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