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FARRA JUNINA DE MILHÕES: gastos exorbitantes e milionários da Prefeitura de Simões Filho no Arraiá das Viúvas 2024 provocam indignação e revolta da população

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 27 de jun. de 2024
  • 7 min de leitura

Atualizado: 2 de jul. de 2024


Reprodução

 

A realização do Arraiá das Viúvas 2024 pela atual gestão da Prefeitura de Simões Filho, com shows de artistas renomados e estrutura grandiosa, tem causado grande controvérsia e polêmica no meio político e insatisfação entre a população local, especialmente em um contexto de escassez de recursos públicos, demandas e necessidades urgentes não atendidas e prioridades mal direcionadas.


Um levantamento feito pelo Notícias do Poder aponta que, de acordo com as contratações feitas pela atual gestão da PMSF consultadas no Diário Oficial do Município, a edição 2024 desta festa junina milionária de Simões Filho vai custar aos cofres públicos em torno de R$ 10 milhões. Só os cachês das celebridades megaestrelas somam em torno de R$ 1,6 milhões aos cofres públicos, o que revela a farra com dinheiro público em Simões Filho em pleno ano eleitoral. Em outubro deste ano, a cidade vai às urnas eleger prefeito e vereadores.


É evidente, público e notório que o atual prefeito Diógenes Tolentino (União) usa a máquina pública administrativa como esforço na tentativa de eleger o indicado pré-candidato à sucessão, Del do Cristo Rei (União), que se mostra altamente despreparado e desqualificado para gerir a cidade Simões Filho, sem deixar de mencionar que os atuais vereadores aliados ao gestor também buscam a reeleição. Tanto o alcaide quanto os edis estarão presentes nos shows e usarão suas redes sociais para publicar fotos juntos com artistas para se autopromoverem politicamente com o evento junino milionário para conseguir converter em votos no dia 6 de outubro.


Divulgado como "o maior São Pedro da região", na Praça Ernesto Simões, entre os dias 28 e 30 de junho, com diversas atrações culturais e musicais, o evento junino que promete atrair milhares de visitantes em busca de diversão e tradição motiva os amantes da festa, mas preocupa a população e certos políticos de plantão quando se pensa no gasto do dinheiro público da 10ª economia do Estado, uma vez que Simões Filho caiu de 6ª para a 10ª posição no ranking dos municípios de maior pujança econômica. 


Valores dos cachês


A festa milionária em tempos de crise financeira receberá na cidade entre os dias 28 e 30 de junho artistas que vão faturar cachês astronômicos.


Os valores reais de cada contrato estabelecido com os cantores já publicados no Diário Oficial do município somam em torno de R$  1,6 milhão, entre eles, Silvanno Salles que foi contratado pela Prefeitura com um pagamento de R$ 200 mil, seguidos de Tarcísio do Acordeon, que receberá a quantia de R$ 350 mil, Thiago Aquino (R$ 250 mil), Xand Avião que vai faturar R$ 500 mil e a dupla Iguinho e Lulinha (R$ 300 mil) que vão se apresentar no palco com altos cachês. Todos os shows terão 1h30 de duração.


Além dos nomes famosos, a programação ainda conta com as seguintes atrações, entre eles,  Mila Santana, Frutos Nordestinos, Júnior Rios, Duda Menezes, João Oxente, Thiago Sanchez, Eric Lago, Laira Dias, Ruan Santana, Joel Sant’s, A Cor do Tom, Ítalo Júnior e Ariel Lisboa.


Com o aumento dos cachês e o pagamento das altas cifras, os artistas e bandas de renome estão sequer preocupados com shows em nome da cultura nordestina, pior ainda no período de festas juninas. O fato é que o dinheiro público tem sido desperdiçado pela atual gestão da Prefeitura, com apresentações de atrações famosas apenas por uma noite, quando o povo enganado extravasa a ausência de educação, infraestrutura, saúde, segurança, transporte e tantos outros serviços públicos. Usa-se a justificativa da preservação e conservação da tradição popular para gastar indevidamente.


Enquanto a PMSF supervaloriza os grandes nomes da música com o pagamento de altos valores pelos shows de grande porte, por outro lado, os artistas da terra que serão remunerados com baixos caches continuam desprestigiados e desvalorizados pela atual gestão da Cultura no município.


Megaestrutura


Os custos para o Arraiá das Viúvas chegam em torno de R$ 10 milhões. Os gastos também incluem a contratação de empresas para prestação de serviços de locação e montagem de estruturas tubulares, trio e mini trio, equipamentos de som, iluminação, banheiros químicos e geradores para a realização de eventos cívicos, institucionais, populares e das manifestações culturais locais: estrutura metálica por R$ 2.995.000,00 (dois milhões, novecentos e noventa e cinco mil reais), banheiros químicos por R$ 189.000,00 (cento e oitenta e nove mil reais), sonorização por R$ 1.336.391,40 (um milhão, trezentos e trinta e seis mil, trezentos e noventa e um reais e quarenta centavos), trio e mini trio por R$ 189.000,00 (cento e oitenta e nove mil reais), iluminação por R$ 2.540.000,00 (dois milhões, quinhentos e quarenta mil reais) e geradores por R$ 299.500,00 (duzentos e noventa e nove mil e quinhentos reais), conforme especificado no Processo Administrativo nº 50152024, na modalidade de licitação por Pregão Eletrônico nº 0172024, que consta no Diário Oficial do Município, com destaque dos cachês de artistas já mencionados.


Além dos gastos com as atrações famosas, a Prefeitura também é responsável financeiramente por oferecer água, luz, limpeza pública, segurança, transporte, atendimento de saúde e outros serviços durante os dias da festa. Também são de responsabilidade da administração as horas extras dos funcionários da manutenção, trânsito e guarda municipal.


Críticas e indignação


É evidente, público e notório que uma farra desse nível com dinheiro público não ia passar despercebido e sem críticas da população e da classe política pelas redes sociais. Enquanto alguns comemoram, outros criticaram duramente a gastança promovida pelo atual prefeito Diógenes Tolentino, sob a conivência dos vereadores. A farra junina divide opiniões.


O assunto da fortuna destinada para o Arraiá das Viúvas deste ano ganhou força nas redes sociais, especificamente, nos grupos de WhatsApp da cidade, com munícipes que expressam repúdio aos gastos excessivos e cobrança por responsabilidade da atual gestão municipal.


Tal gasto com a festa levanta sérios questionamentos sobre a destinação da verba pública, uma vez que os munícipes vivem o drama da falta de políticas públicas e serviços essenciais indispensáveis, gerando forte repercussão na cidade. A população não poupou críticas ao prefeito Diógenes Tolentino e sua gestão pelos altos gastos exorbitantes com atrações de renome nacional, considerados excessivos, especialmente em um contexto de dificuldades socioeconômicas em que os moradores reclamam da má qualidade dos serviços, como educação, infraestrutura, saúde, transporte, assistência social, além de outros problemas de gestão no município e cobram da atual administração transparência e aplicação dos recursos em áreas prioritárias.


“Aqui na cidade precisando de tantas coisas e o prefeito gastando em festa”, comentou um morador.


Outro munícipe suspeita da festividade junina ser em ano eleitoral. “Eta prefeito porreta!!! A cidade não tem nada, mas a farra do pão e circo está garantida!!! Acorda, povo de Simões Filho”, criticou.


Após o evento, tudo segue do jeito que estava antes. A cidade fica mais pobre, com menos recursos para as demandas e necessidades reais e urgentes do povo de Simões Filho.


Além da população, os políticos ligados ao grupo de oposição também têm se manifestado contra os gastos, apresentando documentos que, segundo eles, comprovam os valores exorbitantes destinados à festa.

 

Falta de transparência


Diante da preocupante situação de desperdício nos cofres públicos pela Prefeitura de Simões Filho, que vai gastar em torno de R$ 10 milhões de reais para a festividade junina, há questionamentos sobre a falta de clareza nos custos totais do evento.


Os eventos e festejos realizados na cidade com custos elevados contrastam com a falta de investimentos em áreas públicas essenciais, como saúde, educação, infraestrutura, transporte e assistência social podem ser percebidos como um suposto desvio de finalidade e uma falta de responsabilidade, transparência e zelo na gestão dos recursos municipais.


A polêmica levanta questões importantes sobre o papel da gestão pública na distribuição de recursos e na priorização das necessidades da população.


Tradição cultural


É inegável que a cultura e as festividades juninas têm um papel importante para preservar e fortalecer essa identidade cultural do povo de Simões Filho, além de aquecer a economia local, gerando empregos e renda para os comerciantes, porém, a falta de políticas públicas essenciais é uma realidade latente na cidade. Hospital e postos de saúde com infraestrutura precária, escolas em condições desfavoráveis, carência de transporte público de qualidade e falta de investimentos de infraestrutura áreas estratégicas são apenas alguns exemplos dos dramas atualmente enfrentados diariamente pela população simõesfilhense.


É muito dinheiro para pouca cultura! Na hora de desembolsar os milhões para o pagamento de cachês com cifras exorbitantes, uma prática reiterada em todo o Brasil neste período de junho, é o cofre público que sofre o impacto dessa sangria. A Prefeitura decide gastar uma fortuna em pagamentos de valores estratosféricos para nomes famosos e a população vai conferir as apresentações que não representam à cultura junina e em nada agregam para a cidade.


O dinheiro público em Simões Filho para o período junino tem sido lamentavelmente torrado, mas a população não aceita com naturalidade essa farra com o erário público com gastos extravagantes, o que evidencia o nível de cumplicidade e omissão entre os atuais representantes do Executivo e do Legislativo Municipal.


Diante desse panorama, é válido questionar se o investimento na casa dos milhões de reais para tal festividade junina é realmente a prioridade adequada para o município.


MP e TCM devem ser provocados


Diante de uma suposta discrepância nas contratações de artistas renomados e de estrutura pelo município com valores astronômicos, o Ministério Público (MP) só pode agir nesse tipo de situação, caso haja algum questionamento e irregularidade no processo de contratação e se for provocado através de instauração de Notícia de Fato que dê origem a uma representação para subsidiar investigações que venham a ser desencadeadas pelo próprio judiciário, com um pedido de informações sobre os gastos da festança para atacar tal imoralidade com o dinheiro público.


A vontade do atual prefeito Diógenes Tolentino em gastar um montante absurdo na festa em pleno ano eleitoral seria o suficiente para uma atuação firme do MP e demais órgãos fiscalizadores, uma vez que há prioridades que merecem mais atenção da gestão municipal diante de um período caótico e crítico que exige uma retomada com respeito à população para assegurar os direitos a serviços públicos de relevância.


É urgente que o Ministério Público e o Tribunal de Contas (TCM) cobrem explicações  da atual gestão da Prefeitura de Simões Filho e investiguem os custos com a festa milionária no município, uma vez que não existem serviços básicos e essenciais para a população, e cabe a PMSF apresentar os devidos esclarecimentos que justifiquem os gastos exorbitantes e milionários no Arraiá das Viúvas 2024.


Confira abaixo os gastos exorbitantes e milionários no Arraía das Viúvas 2024 com artistas e estrutura, conforme consulta do Notícias do Poder no Diário Oficial do Município de Simões Filho:















 
 
 

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