“ESSE HOSPITAL TÁ UMA MERDA!”, escancara marido de mulher grávida que sofreu com falta de assistência e negligência de atendimento do Hospital Municipal de Simões Filho
- noticias dopoder
- 14 de mai.
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Companheiro denuncia falta de suporte médico à gestante liberada e forçada a dar à luz em casa após unidade negar procedimento de parto. Revolta popular cresce enquanto hospital e prefeitura se calam sobre o caso chocante

O marido da mulher grávida que sofreu com negligência do Hospital de Simões Filho extravasou em tom de indignação e revolta a negligência de atendimento pela unidade de saúde diante de um momento de comemoração que terminou em sofrimento para a família de Simões Filho na terça-feira, 12. Uma jovem de apenas 18 anos, grávida e com fortes dores e sinais de trabalho de parto buscou atendimento no Hospital Municipal, mas foi liberada após avaliação médica, ao receber a orientação de voltar para casa.
Diante do caso, ele rasgou o verbo ao relatar o ocorrido. “Pariu foi em casa aí, por causa desses médicos daqui, do hospital de Simões Filho. Como é que pode? Pariu em casa. Aí, quer dizer que a menina teve que parar em casa, tá chegando aqui agora no hospital, sendo que a menina veio aqui de tarde, o médico mandou foi pra casa. Agora, a menina para em casa, da minha namorada que pariu em casa por conta do médico. A gente chegou lá no hospital em torno de umas 9h30 para 10 horas ela entrou, ele fez o exame de toque, viu batimento do bebê e falou que tava de boa, que ela não ia parir não, porque era contração de treinamento e falou também que o útero dela tava fechado, que ela podia ir para casa e que não ia parir. O médico que atendeu ela, vendo ela com dor e, mesmo assim, liberou ela para ir para casa. Aí, quando a gente chegou em casa, aí a gente ficou, não teve sossego, ela chorando, ela gritando mesmo de dor, ela gritava de dor, gritando de dor, gritando de dor. Aí, foi que minha tia veio aqui, ela foi pra casa de minha tia, gritando mesmo de dor, minha tia pegou ela pelo braço assim, botou ela dentro da casa, foi que a gente ligou pra ambulância. Aí, a gente pegou e teve que esperar a ambulância, teve que esperar a ambulância por conta da negligência desse hospital. Esse hospital tá uma merda, tem que ver esse hospital aí, esse hospital não presta mais pra ninguém ir. Aí, ela pegou, teve que parar em casa. O que é isso, em que mundo a gente tá hoje em dia com o hospital que mandou vir pra casa. Aí, quer dizer que pariu em casa. Se não fosse minha tia nem a vizinha, tinha acontecido uma tragédia pior. Ela podia morrer ou beber, os dois, mas graças a Deus, Deus botou a mão na frente!” relatou ele.
Poucas horas depois, já na casa da tia, no bairro Jardim Renatão, a jovem entrou em trabalho de parto. Sem a possibilidade de retornar ao hospital e sem ambulância disponível, sua tia, Maria Erica, de 46 anos, teve que se tornar parteira, ao contar com a ajuda de uma vizinha para realizar o parto. O bebê nasceu em meio a uma cena de desespero e falta de assistência.
Após o nascimento, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou mãe e filho de volta ao hospital. O caso gerou indignação na comunidade, levantando questões críticas sobre a qualidade do atendimento às gestantes no município.
Veja vídeo:
Até então, a direção do Hospital Municipal de Simões Filho e a Prefeitura não se pronunciaram sobre o incidente.
O jornalismo do Notícias do Poder cobra esclarecimentos da Prefeitura de Simões Filho, através da Secretaria Municipal de Saúde, e da direção do Hospital Municipal de Simões Filho sobre essa situação alarmante que expõe a fragilidade do sistema de saúde local.
Redação Notícias do Poder com informações do N1N/Alô Simões Filho 24h
Áudio e Vídeo: Reprodução/N1N/Alô Simões Filho 24h



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