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"ELEIÇÃO MORAL", diz Itus Ramos sobre apoio de 11 vereadores favoráveis à reeleição do atual presidente diante da decisão judicial que suspendeu eleição da Mesa Diretora da Câmara biênio 2027/2028

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 1 de jul.
  • 3 min de leitura

Com apoio declarado e sacramentado de 11 edis, atual presidente da Câmara Municipal de Simões Filho desafia a interferência do Executivo e do Judiciário, ao reforçar a defesa da autonomia e da independência institucional e legislativa e da validade da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno no processo eleitoral no âmbito do Legislativo


Reprodução/Instagram Câmara
Reprodução/Instagram Câmara

 

O clima está acirrado entre os vereadores na Câmara Municipal de Simões Filho por conta da guerra jurídica e política declarada travada entre o Executivo e o Legislativo local. Diante deste cenário, o presidente da Casa, Itus Ramos, não hesitou em reafirmar que a manifestação de apoio recebida de 11 vereadores, que ratificaram seus votos para a reeleição do atual chefe do Legislativo representa uma "eleição moral". Isso ocorre em um contexto em que a Justiça suspendeu novamente a eleição formal ou oficial da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, em uma decisão polêmica que afeta ou afronta o cerne da autonomia e da independência institucional e legislativa no processo eleitoral interno.

 

Itus argumenta e defende que a definição sobre quem deve comandar o Legislativo deve ser uma competência ou prerrogativa exclusiva e privativa dos vereadores, sem a interferência ou intervenção do Executivo, conduzido pelo prefeito Devaldo Soares, e nem do Judiciário. Em suas palavras, a situação atual revela uma ‘queda de braço’ entre os poderes, com os vereadores se posicionando firmemente contra o que consideram uma apropriação de competência.

 

Segundo o vereador Eri Costa, há uma “usurpação de competência e de prerrogativa” por parte do Executivo e do Judiciário. Para o vereador Roberto Souza, há uma “intromissão do Executivo e do Judiciário”, pois no entendimento dele, a eleição da Mesa Diretora do Legislativo é uma decisão ‘Interna Corporis’, expressão em Latim que significa ‘decisão de caráter interno da instituição’ ou ‘decisão tomada no âmbito interno de uma instituição’, no caso específico, da Câmara Municipal. Já o vereador Carlos Neto, considera que esta decisão de protelação da eleição da Mesa Diretora da Câmara é uma “postura derrotista e revanchista” por parte do prefeito Devaldo Soares e dos vereadores que apoiam o vereador Sid Serra, candidato indicado pelo gestor.

 

Os debates acalorados entre os edis expõem um embate não apenas político, mas ético, sobre a validade das decisões internas que envolvem a condução da Câmara. Enquanto a maioria dos vereadores defende a autonomia e a independência do Legislativo, outros, alinhados ao atual prefeito entendem a suspensão, por decisão da justiça, como um meio legítimo de garantir a legitimidade da disputa pela chapa rival encabeçada por Sid Serra.

 

Itus Ramos deixou claro que a disputa vai além de sua figura pessoal. “O que está em discussão não é o nome de Itus Ramos, mas a validade da Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara. É isso que nos causa estranheza.” afirmou Itus. Esta afirmativa ressoa profundamente em um momento em que a judicialização do processo eleitoral no âmbito do legislativo levanta questionamentos sobre a separação dos poderes.

 

Com a eleição da Mesa Diretora adiada para outubro, por decisão da justiça, a tensão entre os vereadores promete esquentar ainda mais, enquanto a Câmara continua no debate de questões essenciais, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), antes do recesso parlamentar. A pergunta que fica é: até onde irá essa batalha pelo poder no Legislativo?

 

Redação Notícias do Poder com informações do Panorama de Notícias

 

 
 
 

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