DESMONTE DA INCLUSÃO EM SIMÕES FILHO: Centro Comunitário da Ressurreição está sob risco de perder sua função social na cidade
- noticias dopoder
- 4 de set. de 2025
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Gestão do prefeito Devaldo Soares 'Del' ignora legado de Padre Emile Félix Wagner e transforma espaço de acolhimento em mero escritório da Prefeitura, deixando crianças especiais à mercê do abandono e do descaso

Em um ato que simboliza a erupção de um desrespeito institucional, o prédio do Centro Comunitário Nossa Senhora da Ressurreição, criado por Padre Emile Félix Wagner com o propósito de acolher e atender crianças e jovens especiais, está prestes a perder sua verdadeira função social. A decisão da atual gestão da Prefeitura de Simões Filho, sob a condução do prefeito Devaldo Soares 'Del' e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), coloca em xeque o legado construído ao longo de décadas.
O espaço, que antes respirava inclusão e dignidade, será transformado em uma repartição administrativa destinada a abrigar funcionários públicos que, segundo críticas, recebem altos salários sem produzir resultados significativos para a população. O impacto desta escolha é brutal: os alunos com necessidades especiais serão "transferidos" para a Assistência Social, como se fossem um fardo indesejado pela Educação. Professores, por sua vez, poderão ser realocados para escolas onde houver vaga, como um jogo de xadrez em que o bem-estar das crianças é sacrificado.
As mães de crianças com necessidades especiais vivem, atualmente, um verdadeiro pesadelo. Com um sistema que falha em apoiá-las, elas se sentem desamparadas e têm testemunhado um descalabro de recurso e atenção, enquanto a atual gestão municipal foca esforços em prédios de luxo e na alocação de cabides de emprego. O lamento silencioso ecos entre elas: “Não damos lucro à SEMED” poderia resumir o desprezo velado que permeia as ações da administração Diógenes Tolentino/Del.
A situação se agrava com a recente visita da superintendente Vera Buri, que anunciou a transferência de professores e a mudança de função do prédio, aclamando sua nova identidade como sede da SEMED. A retirada de equipamentos cruciais que atendiam aos alunos especiais, incluindo acessórios para surdos e mudos, radica essa transformação em um desmonte completo do que foi construído.
Essa decisão ou medida impopular sinaliza um colapso da Saúde e uma Educação Pública que se torna um mero palco de propaganda. As crianças especiais e suas famílias enfrentam mais um golpe cruel: a negação de seus direitos básicos à assistência e à inclusão. A administração Diógenes Tolentino/Del se destaca por um autoritarismo e um totalitarismo que interessa muito mais a pequenos grupos do que à coletividade, ignorando os apelos diários por dignidade e respeito.
Esta não é apenas a história de um prédio, é uma luta pela memória de um Padre que defendia os mais fracos, menos favorecidos e humildes, pela dignidade de famílias inteiras e pelo futuro de crianças e jovens que, sem apoio, correm o risco de se tornar invisíveis. O que Padre Emile construiu com amor e solidariedade, a atual gestão parece destruir com frieza e oportunismo.
Seja como for, a destruição do Centro da Ressurreição é uma violação aberta dos direitos das pessoas com deficiência e deve ser denunciada e investigada pelas autoridades. É hora de ser o eco das vozes que clamam por inclusão e resistência, enquanto mães atípicas e seus filhos continuam sua luta diária em busca de um lugar digno na sociedade. A luta pela preservação desse espaço é uma luta por justiça social e um futuro mais humano.
Com informações do Blog Crônicas do Bom Velhinho

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