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DESAMPARO E DESRESPEITO: Mães atípicas de Simões Filho enfrentam luta por atendimento e medicamentos para filhos com necessidades especiais

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 2 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

Em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, a luta de mães atípicas se intensifica diante da falta de apoio e recursos para seus filhos portadores de necessidades especiais, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, entre outras condições neurodivergentes.

 

Xênia, uma dessas mães, compartilha sua dolorosa, humilhante e sofrida experiência na busca por atendimento. “Vim relatar o problema com meu filho, não só o meu, tem outras mães na mesma situação. O meu filho se encontra na fila de espera do CECAD pra ser atendido pela terapia ocupacional e nunca foi chamado, o qual só tinha uma terapia atendendo lá no CECAD, ela pediu demissão”, contou.

 

“Ano passado, ele era atendido pela fonoaudióloga, demitiram a médica, não sei por qual motivo, e meu filho retornou novamente para a fila de espera, já fui lá três vezes e a única conversa que eles falam é que vai ligar. E que ligação é essa que eles nunca ligam? Nunca atendi essa ligação, nunca me ligaram, já tive lá uns 15 dias mais ou menos, foi essa mesma resposta que me deram, que vão ligar”, relatou.

 

Esse cenário alarmante se agrava com a escassez de medicamentos essenciais, como o FERNEGAN, cujos genéricos estão em falta e custam apenas R$ 5,00. “Até o medicamento, falta tanto o medicamento, entre eles, até o FERNEGAN, que o genérico do FERNEGAN custa R$ 5,00. Pra vocês terem noção, falta até isso na cidade. Ainda vem muitos falar que está indo tudo bem. Tudo bem como, gente? Essas crianças do jeito que elas se encontram?”, desabafou Xênia.

 

Além disso, a falta de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI) nas escolas municipais piora a situação, deixando muitas mães sem opções para trabalhar. “Muitas mães não podem trabalhar, porque não tem ADI nas escolas pra tomar conta dos seus filhos. É essa situação que a gente se encontra”, lamentou.

 

Xênia fez um apelo às autoridades públicas municipais. “Eu faço o meu apelo para que chegue até as autoridades, porque quando era no tempo da eleição era muitas promessas, a eleição passou, ele foi eleito e foi esquecido”, clamou.


 

A situação em Simões Filho exige uma resposta urgente, desafiando a sociedade e o governo a atender a demanda por dignidade e direitos das crianças com necessidades especiais e de suas famílias.

 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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