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DESAMPARO E DESESPERO COM PACIENTE GESTANTE: Jovem grávida dá à luz em casa após negligência de atendimento do Hospital Municipal de Simões Filho

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

Família denuncia omissão e descaso da unidade de saúde, que liberou gestante em trabalho de parto. Tia e vizinha realizam parto de emergência em meio à indignação


Reprodução
Reprodução

 

Uma jovem grávida, que deveria celebrar a chegada de um novo membro na família, viveu um verdadeiro pesadelo no Hospital Municipal de Simões Filho. O relato de descaso, omissão e negligência pela unidade de saúde chocou a população local e levantou sérias questões sobre a qualidade do atendimento médico prestado pelo hospital.

 

A situação se desenrolou quando a jovem, sentindo dores e sinais claros de trabalho de parto, procurou atendimento na unidade hospitalar. Após uma breve avaliação, médicos a liberaram ao afirmarem que ainda não era o momento do parto. Contudo, a realidade foi bem diferente. Pouco tempo depois, a gestante entrou em trabalho de parto em casa, onde, sem médicos ou ambulância disponíveis, sua tia, Maria Érica, de 46 anos, e uma vizinha, tiveram que assumir a responsabilidade de realizar o parto.

 

Maria Érica expressou sua revolta: “Eu levei a minha sobrinha para ter neném. O médico olhou ela dizendo que não estava em tempo de parto, olhou, fez toque, viu o batimento cardíaco do bebê, mandou ela vir para casa. Ela teve o neném em casa. E quem fez o parto foi eu e a vizinha, porque se fosse esperar por esse hospital daqui, em Simões Filho, ia morrer a mãe e a criança. Depois que ela pariu, a gente ligou para a Samu. A Samu veio, está aqui, está lá dentro, cuidando dela lá, para tirar os acessos do parto. Mas, quem fez o parto aqui foi eu e minha vizinha para não depender desse hospital, desses médicos burros, idiotas, que fizeram essa sacanagem, que se Deus não botasse a mão, a criança estaria morta, ou a criança ou a mãe. Mas, graças a Deus, a gente fez o parto aqui em casa. Se não fosse a gente, só Jesus”. “E eu não vou deixar assim, eu vou começar a correr atrás, porque foi a negligência deles aí no hospital”, emendou ela.

 

A indignação da família é um grito por justiça e um alerta sobre a urgência de melhorias no atendimento médico na rede pública em Simões Filho. Esta situação não apenas expõe a fragilidade do sistema de saúde, mas também a coragem e a resiliência de uma população que, diante da adversidade, se mobiliza para garantir a vida e a saúde de seus entes.


Veja vídeo:


Vídeo: Reprodução/N1N/Alô Simões Filho 24h

 

A história da jovem e sua família serve como um importante lembrete da necessidade de responsabilização e melhorias nos serviços de saúde pública, para que momentos que deveriam ser de alegria não se tornem em tragédias.

 

Redação Notícias do Poder com informações do N1N/Alô Simões Filho 24h

 
 
 

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