Câmara Municipal de Simões Filho debate mudança de horário das sessões, mas falta coragem e boa vontade dos vereadores para aumentar freqüência dos trabalhos legislativos*
- noticias dopoder
- 20 de fev. de 2025
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Proposta visa ampliar a participação popular, mas críticos apontam que apenas mudar horários é uma solução superficial diante das crescentes demandas da população

A Câmara Municipal de Simões Filho está em fase de análise sobre uma possível alteração no horário das sessões ordinárias, atualmente realizadas às terças-feiras pela manhã. O objetivo é facilitar a participação da população nas discussões legislativas, especialmente de trabalhadores e estudantes que enfrentam dificuldades para comparecer nesse período. Contudo, uma questão permanece sem resposta: por que não considerar a realização de duas sessões por semana?
Simões Filho, que ocupa posição estratégica na Região Metropolitana de Salvador (RMS), possui uma população significativa com demandas crescentes que exigem agilidade e transparência do poder legislativo. No entanto, a Câmara ainda mantém longos períodos de recesso e apenas um dia de sessão por semana, o que limita o acesso da sociedade aos debates e decisões que impactam diretamente suas vidas.
Mudança de horário: uma solução aparente?
A proposta de alteração do horário das sessões não é nova. Frequentemente, surgem sugestões para mudar o horário, justificadas pela necessidade de aumentar a participação popular. No entanto, críticos afirmam que essa medida pode funcionar mais como uma conveniência do que como uma solução efetiva. Embora mudar o horário possa facilitar o acesso a alguns cidadãos, a questão central — a insuficiência de sessões para atender às demandas de uma cidade em crescimento — permanece sem solução.
O presidente da Câmara, vereador Itus Ramos (Federação PSDB/Cidadania), defende um modelo de co-criação, que envolve ouvir as partes interessadas e tomar decisões coletivas. “Co-criar é fazer juntos, é ouvir as partes. Há um desejo de alguns edis sobre a mudança, porque entendem que isso pode levar a uma casa mais cheia e discussões mais relevantes”, afirmou. No entanto, a proposta de aumentar o número de sessões ainda não foi colocada em pauta.
Por que não duas sessões semanais?
A realização de duas sessões por semana poderia ser uma solução mais eficaz para aumentar a participação popular e agilizar o processo legislativo. Além de permitir que mais cidadãos acompanhem os trabalhos, essa mudança reduziria o acúmulo de pautas e garantiria maior transparência nas decisões. No entanto, a resistência a aumentar a carga de trabalho entre os vereadores parece falar mais alto.
A Câmara de Simões Filho insiste em manter um modelo ultrapassado, com longos recessos e apenas um dia de sessão por semana, enquanto outras cidades da região buscam modernizar seus processos legislativos. Essa estagnação e a repetição de justificativas para mudanças superficiais geram questionamentos sobre a eficácia e a proatividade do Legislativo local.
Críticas aos longos períodos de recesso
A extensão dos períodos de recesso parlamentar também merece atenção. Enquanto a população se esforça para acompanhar os trabalhos dos vereadores, a Câmara passa longos meses sem atividades, deixando demandas urgentes sem solução. Essa prática não só desestimula a participação popular, mas também reforça a imagem de um Legislativo distante e ineficiente.
Conclusão: é hora de mudanças reais
A proposta de alterar o horário das sessões pode facilitar o acesso de alguns cidadãos, mas não aborda os problemas estruturais da Câmara Municipal de Simões Filho. É hora de discutir medidas mais ousadas, como a realização de duas sessões semanais e a redução dos períodos de recesso. A democratização do processo legislativo exige mais do que mudanças superficiais — requer compromisso, transparência e vontade política genuína.
Com informações do Tudo é Política

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