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CONTRASTE EM SIMÕES FILHO: Gastos vultosos na 20ª Edição do Yahweh Shammah em meio à crise na saúde pública local

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 27 de jan.
  • 3 min de leitura

Ativista Cultural, Político, Fotógrafo e morador da cidade, Diney Araújo, critica a disparidade entre remuneração de artistas e bandas gospel e a precariedade dos serviços de saúde, alertando para as necessidades urgentes da população


Reprodução
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O Ativista Cultural, Político e Fotógrafo, Diney Araújo, não poupou críticas aos altos valores gastos na 20ª edição do Yahweh Shammah, um evento que, segundo ele, é emblemático das disparidades presentes em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

 

Enquanto a festa enriquece artistas de fora com pagamentos exorbitantes que chegam a R$ 220 mil, os talentos locais recebem míseros R$ 6 mil. Matérias já publicadas pelo Notícias do Poder revelam uma profunda crise de acesso à saúde na cidade, onde moradores enfrentam dificuldades para obter exames simples, como a endoscopia, forçando-os a buscar tratamentos em Salvador.

 

“Só para mostrar a diferença: os artistas locais de Simões Filho recebem R$ 6 mil, os de fora R$ 120 mil, 80 mil e tudo mais. É isso que eu digo, né? Simões Filho é uma cidade tipicamente evangélica, cristã, onde os seus pobres, onde os seus miseráveis estão precisando de saúde e tantas outras coisas. Eu acho que as pessoas, quando precisarem de médico, principalmente os evangélicos, não procuram o SUS, nem procuram médico, nem procuram hospital, tem que ir diretamente para a igreja orar, porque lá talvez Deus decida se cura através do milagre ou se tira a vida, porque a vida a Deus pertence e tudo mais. É incrível como uma cidade onde, para você fazer um exame de endoscopia, você tem que regular para Salvador, ou para outro lugar, ou para outro hospital.” desabafou.

 

Araújo destaca a incoerência dessa situação. “O que eu acho engraçado é que Del [prefeito Devaldo Soares] é recebido calorosamente no Yahweh Shammah e os filhos de Deus, para fazer uma endoscopia, têm que ser regulados. Os filhos de Deus não têm direito ao acesso à saúde. É um absurdo isso! É um absurdo que isso aconteça dentro de Simões Filho.” criticou Diney ao enfatizar a urgência de repensar as prioridades da cidade, onde, em vez de investir em cuidados básicos essenciais, recursos são direcionados a eventos grandiosos que, paradoxalmente, não atendem às necessidades de saúde da população.

 

“A saúde é negligenciada. Uma endoscopia na quinta maior economia do estado da Bahia, imagine! É incrível, né, velho! Mas tudo pode, porque em nome de Deus e Jesus, no Yahweh Shammah, Deus e Jesus precisam de festa, de clamor, de oração paga! É o que eu vejo, é o que eu digo a vocês.” afirmou Araújo, ao refletir sobre o estado de abandono em que muitos munícipes se encontram. Para ele, a esperança de um atendimento digno parece cada vez mais distante, enquanto Simões Filho, uma cidade rica em cultura, enfrenta um crescente descaso público na saúde e em outras áreas.

 

Diante desse cenário, Araújo exorta a sociedade a reavaliar seus valores e a necessidade premente de priorizar a saúde e bem-estar da população ao invés de festas que pouco refletem a realidade vivida por aqueles que, desesperadamente, clamam por assistência e dignidade no atendimento de saúde pública, entre outras necessidades essenciais e prioritárias. Essa situação levanta um questionamento crítico sobre quais são, de fato, as verdadeiras prioridades de uma cidade que deveria prosperar, mas que, por detrás da festa, revela uma face de profunda desigualdade.


Clique nos links abaixo para ouvir os áudios de Diney Araújo:



 

Redação Notícias do Poder

 
 
 

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