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CONSCIÊNCIA CRÍTICA E POLÍTICA: Eleitor deve ficar ligado para não ser enganado por promessas de vantagens e obras eleitoreiras dos candidatos

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 7 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura

Flickr / TSE


O processo das eleições municipais de 2024 em Simões Filho, assim como em todas as cidades e Estados do Brasil está em curso, sob a atenta observação da fiscalização da Justiça Eleitoral. Neste período, faz parte da agenda dos candidatos a conquista de voto através da mobilização ou movimentação “corpo a corpo”, junto aos eleitores, e da participação em debates e visitas em comunidades intermediadas por lideranças. Todos os pré-candidatos e, de fato, candidatos estão conscientes quanto à importância desse momento que pode beneficiar ou prejudicar a sua performance perante o eleitorado. Orientados por um cuidadoso marketing político eleitoral, os postulantes sempre se apresentam empáticos e simpáticos, quando fotografados ou exibidos à mídia.


Durante a campanha, sob a égide da Legislação Eleitoral vigente, os candidatos devem estar atentos às disposições que combatem a corrupção eleitoral, uma prática muito antiga que se revela de muitas maneiras, como por exemplo, a compra de votos. Como qualquer empreendimento que envolve mobilizações e movimentações, uma campanha eleitoral implica em elevados gastos financeiros, e aí, está a porta aberta para a prática de corrupção e estelionato eleitoral, não obstante um incipiente de controle da sociedade, por meio dos mecanismos de fiscalização contra a Corrupção Eleitoral e a aplicação de sanções previstas na legislação por parte de órgãos da Justiça Eleitoral. Os candidatos devem estar também atentos às exigências de apresentação de Ficha Limpa diante dos Tribunais pela questão de consciência perante o eleitorado.


No período eleitoral, há sempre um dos artifícios presente na relação entre candidatos, eleitores e sociedade – as famosas promessas de campanha. Em sua grande maioria, os candidatos são exímios nas promessas eleitoreiras, são incontáveis na história das eleições as promessas dos candidatos, a exemplo do atual prefeito de Simões Filho, Diógenes Tolentino, que através do uso da máquina pública, tem feito promessas de obras eleitoreiras enganadoras e falsas por toda a cidade, com o intuito demagógico de atrair e conquistar adeptos e eleitores na tentativa de eleger o sucessor Del do Cristo Rei (União Brasil), atualmente presidente da Câmara Municipal.


O fato é que há promessas factíveis e enganosas, mas o eleitor e a população devem exercitar sua capacidade de discernimento em verificar a vida pregressa dos políticos que pleiteiam cargos eletivos e identificar a honestidade e a responsabilidade no discurso e na prática dos candidatos antes de depositar neles o voto de confiança nas urnas ou alijando-os de suas pretensões eleitorais. O descumprimento de promessas por parte dos candidatos foge aos controles ou meios legais, todavia, não deveria escapar ao juízo ético e ao senso crítico do eleitorado durante a campanha e, sobretudo, no ato de votar. Pelo menos, algo já está sendo feito, visando uma maior responsabilização pelos candidatos em relação as suas promessas durante o momento eleitoral. Há, de fato, uma responsabilidade recíproca dos atores neste período eleitoral, principalmente, a do eleitor, que não deve deixar-se levar por promessas enganosas, falsas e vazias de benefícios e obras eleitoreiras a ponto de ser forçado ou obrigado a votar neste ou naquele determinado candidato.


O processo eleitoral é um dos marcos da democracia moderna em que as partes se legitimam, o que cabe a responsabilidade de ambos no reconhecimento por seus atos, tanto pela sociedade que se deixa levar por confiança em promessas de campanha quanto por aqueles que revogam o mandato político do infiel.


O discernimento entre as promessas eleitoreiras enganosas e falsas das viáveis e realizáveis está na consciência crítica e política da população e o poder de escolha está no dedo do eleitor, ao digitar na urna eleitoral o número dos respectivos candidatos confiáveis. Esta é uma longa jornada a ser percorrida pela cidadania e pela democracia.



 
 
 

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