COMUNIDADE ATÍPICA CLAMA POR JUSTIÇA; Emocionada, Rita Lima denuncia interrupção de atividades do Centro Comunitário Nossa Senhora da Ressurreição em Simões Filho
- noticias dopoder
- 4 de set. de 2025
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Decisão da gestão do prefeito Devaldo Soares ‘Del’ e da Secretaria Municipal de Educação de desativar o Centro Nossa Senhora da Ressurreição gera protestos e lágrimas entre famílias que dependem do acolhimento e apoio especial; Representante do Grupo Comunidade Atípica, Rita Lima, faz um apelo emocionante por empatia e sensibilidade

A emoção tomou conta das palavras de Rita Lima, representante do Grupo Comunidade Atípica de Simões Filho, ao manifestar na manhã de quinta-feira, 4, sua indignação e revolta frente à decisão da atual gestão da Prefeitura, conduzida pelo prefeito Devaldo Soares 'Del', e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), de interromper as atividades do Centro Comunitário Nossa Senhora da Ressurreição. Criado pelo Padre Emile Félix Wagner, o espaço tem sido um porto seguro para crianças e jovens especiais, promovendo acolhimento e atendimento essencial.
“É impossível não deixar aqui a minha indignação, a minha dor e a minha tristeza profunda por um ato decidido pelos administradores da cidade de Simões Filho, principalmente o prefeito e secretária de Educação. Vocês não têm coração, não? O que é que vocês estão fazendo, gente? Vocês vão pagar um preço, vocês estão mexendo com algo histórico na nossa cidade. A Escola Ressurreição tem legado, tem história, tem vidas que não podem ser mexidas e nem transferidas como objetos descartáveis. Como é que vocês fazem isso, gente?”, desabafou Rita, visivelmente abalada, ao ecoar o sentimento de milhares de famílias que veem a desativação do centro como uma ameaça ao legado de amor e apoio construído ao longo dos anos.
A frustração se intensifica ao destacar que, em vez de transformar o local em um Centro de Referência para Pessoas com Deficiência, a administração pretende redirecionar o espaço para atender a um público que não apresenta necessidades especiais. “Outrora, pedimos uma vez para que lá fosse um Centro de Referência da Pessoa com Deficiência e vocês hoje querem deixar como lugar de atendimento pra pessoas que não precisam, que não necessitam desse espaço? Gente, isso não é justo vocês tirarem o pão da boca das crianças que precisam dos adolescentes e dos adultos que lá estão. Gente, os funcionários que também estão lá que trabalham com amor”, denunciou Rita, a enfatizar o impacto devastador que a mudança trará às comunidades vulneráveis da cidade.
Rita, que já teve a honra de atuar no centro, lembrou com carinho do trabalho realizado ali. “Eu tive a honra e o privilégio de trabalhar lá e eu sei como é feito o trabalho lá, trabalho de honra, trabalho de legado, trabalho de compaixão, trabalho de amor”, lembrou. “Isso não é justo o que vocês estão fazendo, parem, voltem atrás logo, Deus vai cobrar de vocês”, bradou. O apelo de Rita é um chamado à reflexão sobre as necessidades das famílias atípicas, que já enfrentam desafios imensos e agora se veem ameaçadas pela descontinuidade de um serviço crucial.
Veja vídeo:
“Além de não estar concedendo o que os nossos filhos têm direito, vocês ainda estão tirando? Por favor, eu peço a você, Secretária de Educação, reveja seus conceitos. Se você tem Deus no seu coração reveja o seu conceito, antes que seja tarde, pois o preço que você vai pagar, vai ser caro, você está mexendo com pérolas de Deus, com crianças e pessoas puras de coração. Não faça isso, eu te peço!”, implorou a representante das famílias atípicas, ao ressaltar a conexão emocional e os laços que se formaram no centro ao longo dos anos.
Com lágrimas nos olhos, Rita conclamou a comunidade para se unir em protesto e buscar uma solução justa.
Redação Notícias do Poder

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