top of page
Buscar

CAOS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E NA SAÚDE EM SIMÕES FILHO: Mães de crianças com necessidades especiais denunciam falta de Auxiliar de Desenvolvimento Infantil nas escolas municipais e de remédios

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 26 de ago. de 2025
  • 4 min de leitura
Reprodução
Reprodução

Representante da Comunidade Atípica de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, e mãe de criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDH, Rita Lima expõe a gravidade da situação enfrentada pelas famílias no município. 


Em vídeo compartilhado nas redes sociais, Rita denuncia a ausência de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI) nas escolas municipais, o que, segundo ela, dificulta o processo de inclusão e prejudica o trabalho dos educadores com as crianças portadoras de necessidades especiais. 


“Eu quero deixar aqui a minha indignação com respeito à Educação, a tão chamada Inclusão que, na verdade, não existe, em que centenas de mães estão sendo prejudicadas com a questão de falta de ADI nas escolas. Inclusive, o meu filho está sem ADI. Eu não culpo a escola, eu não culpo o professor, pelo contrário, eu sou totalmente a favor dos professores, eu estou com eles e não abro mão, até porque também eu sou da área, mas eu quero dizer pra vocês o seguinte: ‘o meu filho está regredindo por falta de ADI em sala de aula, por falta de acompanhamento especializado em sala de aula’. Isso não está acontecendo só comigo não, está acontecendo com a maioria das mães em Simões Filho, e isso, nós não podemos deixar passar. O meu filho está no segundo ano, ele vai para a escola onde tem cinco crianças com deficiência na sala de aula e a professora apenas com uma ajudante pra dar conta de tudo. Isso não é justo! Há falta de Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) nas escolas municipais de Simões Filho para facilitar um pouco a vida dos professores, para que realmente a inclusão aconteça. Sem os ADIs, a inclusão real se torna uma ilusão. Nossos filhos merecem apoio”, desabafou Rita.


Conforme Rita, a ausência de profissionais capacitados acentua o problema. “Tínhamos no município uma única terapeuta ocupacional que pediu demissão, segundo informações e a minha conversa pessoal com ela, por motivos pessoais dela em questão de salário, e hoje, a cidade não tem terapeuta ocupacional e a fila só cresce. A fila aqui em Simões Filho, com respeito aos tratamentos das crianças com necessidades especiais em geral, não só as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também crianças portadoras de microcefalia e outras deficiências só cresce em todo o município. Estamos com uma fila enorme de mães esperando por terapias”, reclamou Rita, ao sinalizar uma crescente fila de mães desesperadas que aguardam por terapias essenciais. “Eu particularmente se eu tivesse condições, eu sairia dessa cidade para sempre, porque é uma vergonha o que estamos vivendo aqui dentro dessa cidade. Não tenho vontade nem de sair de casa por conta da falta de amor, de compaixão desse povo que se diz gestão de Simões Filho”, expressou.


A crise, segundo Rita, se agrava com a falta de medicamentos nas farmácias básicas locais, deixando famílias sem acesso a insumos e tratamentos fundamentais. "Desde o ano passado estou tendo que comprar medicamentos de uso contínuo pra mim, porque na farmácia básica está faltando todos os tipos de remédios, inclusive, coisas simples e baratas, vamos dizer assim, mas que pesam no nosso bolso quando a gente tem que comprar e tirar de um salário mínimo, que o INSS ainda está querendo tirar de nós. Há falta de remédios, extrema escassez de remédios nas farmácias básicas aqui de Simões Filho", afirmou Rita, cuja indignação reflete o desespero da população. “O município está um caos total com respeito ao cuidado da Pessoa com Deficiência. Cadê as Leis e os Direitos Humanos que regem a favor dessas crianças, adolescentes e, até mesmo, idosos que por falta de remédios estão morrendo, pessoas com diabetes etc? Tudo isso está transformando Simões Filho em um caos”, escancarou. “Gente, pelo amor de Deus! Vamos gravar áudio, vídeo para espalhar essa notícia. Simões Filho, como em todo lugar, precisa de pessoas que se levantem e reclamem. Eu não quero direito só pra meu filho não, eu quero direito pra todos. Eu quero dentro da Lei a ADI do meu filho em sala de aula”, clamou. 


Visivelmente emocionada e em tom de indignação e revolta, Rita fez um apelo direto ao atual prefeito Devaldo Soares ‘Del’. "Esse recado eu espero que chegue até você, porque desde o início do ano, prefeito, nós estamos cobrando uma reunião com o senhor e o senhor nem sequer abriu a porta da prefeitura pra nós entrarmos na última reivindicação e manifestação que fizemos", desabafou ela, ao sintetizar o sentimento geral de desespero e frustração. “Não tenho medo de represália não, porque o que acontecer comigo, todo mundo vai saber que veio de vocês”, descarregou. 


Veja vídeo:



O jornalismo do Notícias do Poder aguarda um posicionamento ou resposta oficial por parte da atual gestão da Prefeitura Municipal de Simões Filho, através da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Saúde, sobre as informações conforme relatadas por Rita Lima. 


A situação em Simões Filho clama por atenção imediata. As famílias esperam que suas vozes sejam ouvidas e que as promessas de apoio se tornem realidade, antes que a tragédia se torne irreversível.


 
 
 

Comentários


bottom of page