BOMBA-RELÓGIO AMBIENTAL EM SIMÕES FILHO: Aterro sanitário representa risco imediato ao Aquífero São Sebastião
- noticias dopoder
- 3 de out. de 2025
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Iminência de ampliação do aterro ameaça saúde pública e qualidade de vida de milhões; chorume tóxico é um veneno invisível em risco de contaminação

O aterro sanitário instalado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, emerge como uma das maiores ameaças ambientais que a Bahia já enfrentou. Situado em uma área de preservação ambiental e sobre o Aquífero São Sebastião, que fornece água para milhares de pessoas, o cenário revela um risco crescente que não pode ser ignorado.
Conforme informações divulgadas pelo Simões Filho News no Instagram, o maior perigo reside no chorume, um líquido altamente tóxico resultante da decomposição do lixo. Quando não tratado adequadamente, esse material perigoso infiltra-se no solo, contaminando o lençol freático e o aquífero subterrâneo com metais pesados, vírus, bactérias e substâncias químicas letais que podem chegar diretamente à água consumida pela população. “Estamos falando de um veneno invisível que compromete a saúde pública, a agricultura e a qualidade de vida de toda a região”, alertam os especialistas.
Ainda segundo informações do Simões Filho News no Instagram, já existem indícios alarmantes de que o chorume não está recebendo o tratamento adequado no aterro. E a situação se torna ainda mais crítica: a empresa responsável pelo aterro solicitou autorização para aumentar sua capacidade de recebimento de resíduos em quase seis vezes. Se a expansão for aprovada, a produção de chorume se multiplicará, elevando exponencialmente o risco de contaminação.
Este problema vai além das fronteiras de Simões Filho, afetando toda a Região Metropolitana de Salvador. O Aquífero é interligado e não reconhece limites municipais, pois uma vez contaminada, a água subterrânea se tornará irreversível em uma escala humana. O que se avizinha é o risco de um desastre ambiental de proporções catastróficas.
A sociedade deve compreender a gravidade do que está sendo enfrentado: uma real bomba-relógio ambiental e sanitária. É urgente que haja cobranças por uma fiscalização rigorosa, responsabilidade técnica e um posicionamento firme das autoridades competentes, seja na esfera estadual, municipal e federal. Não se trata apenas de meio ambiente, trata-se de vida, saúde e do futuro de milhões de pessoas. O silêncio e a falta de ação de hoje podem ser o veneno letal de amanhã. A mobilização da população e a pressão sobre os governantes são cruciais para impedir essa tragédia anunciada.
Com informações do Simões Filho News no Instagram

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