ATERRO SANITÁRIO EM SIMÕES FILHO: Uma bomba-relógio que ameaça o meio ambiente e o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador
- noticias dopoder
- 8 de set. de 2025
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Instalado em Área de Preservação Ambiental (APA), o aterro da Recycle Waste Energy provoca temor de contaminação do Aqüífero São Sebastião, essencial para a Região Metropolitana de Salvador. Pressão popular cobra ação imediata das autoridades.

A polêmica que envolve o aterro sanitário de Simões Filho (CTVR), operado pela empresa Recycle Waste Energy, antiga Naturalle, transcende a discussão legal e se torna uma questão de saúde pública e preservação ambiental. Situado dentro da Área de Preservação Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga, o aterro representa uma grave ameaça ao Aqüífero São Sebastião, responsável pelo abastecimento de água para milhões de pessoas na Região Metropolitana de Salvador, incluindo cidades como Simões Filho, Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Candeias, Dias D’ávila, entre outras.
A preocupação é alarmante: caso o chorume proveniente do aterro atinja o lençol freático, as consequências podem ser irreversíveis, resultando em contaminação da água, aumento de doenças, colapso no abastecimento e um futuro marcado pela insegurança hídrica. A situação é ainda mais crítica e grave, considerando que a APA Joanes-Ipitanga foi criada precisamente para proteger os mananciais que garantem o acesso à água limpa.
Dois fatores amplificam a gravidade da situação: a operação do aterro está amplamente irregular e supera em muito sua capacidade autorizada. Licenciado para receber menos de 500 toneladas de resíduos por dia, o aterro tem sido alvo de denúncias sobre o intenso fluxo de carretas e caminhões que chegam continuamente, sugerindo que a quantidade de resíduos é significativamente maior que a permitida. Isso não apenas fere a legislação ambiental, mas também coloca em risco a saúde e a qualidade de vida da população.
O clamor por ação já alcançou as esferas mais altas do governo baiano. A situação chegou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e ao gabinete do governador Jerônimo Rodrigues, onde a pressão para encerrar as operações do aterro é clara. A mensagem é simples: parar o aterro é garantir o futuro da água, um recurso essencial para a humanidade.
No entanto, a resposta do poder público tem sido aquém do esperado. Até o momento, tanto a Prefeitura quanto a Câmara Municipal de Simões Filho não se manifestaram sobre o assunto. A urgência de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as responsabilidades e revogar as licenças é evidente. Além disso, o Ministério Público (MP) deve ingressar com ações judiciais para suspender as atividades do aterro imediatamente.
A Região Metropolitana de Salvador não pode mais esperar. A vida e a saúde de milhões de munícipes estão em risco. Água limpa é sinônimo de vida, e não há um plano B. As autoridades precisam agir agora para proteger a população e garantir o acesso a um dos bens mais preciosos. O futuro da água na região depende da ação imediata e eficaz dos órgãos competentes.
Com informações do Simões Filho News no Instagram

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