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Altos cachês dos artistas do Arraiá das Viúvas 2026 enquanto que a cidade de Simões Filho está sepultada pela falta de serviços públicos essenciais para a população

  • Foto do escritor: noticias dopoder
    noticias dopoder
  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura

Com quase R$ 4 milhões destinados a atrações musicais, município enfrenta um colapso em Educação, Saúde, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Segurança Pública e Assistência Social. Festa é marcada por polêmica e indignação do povo simõesfilhense


Reprodução/Arte/Alô Simões Filho/N1+
Reprodução/Arte/Alô Simões Filho/N1+

 

Em um cenário de contraste gritante, o Arraiá das Viúvas 2026 se prepara para investir impressionantes R$ 3,7 milhões, quase R$ 4 milhões em cachês artísticos, com destaque para nomes como Henry Freitas, que receberá R$ 600 mil, e outros artistas renomados do forró. Enquanto os holofotes brilham sobre os palcos da festa, a cidade de Simões Filho se debate com a falta de investimentos em serviços essenciais, como Educação, Saúde, Infraestrutura e Segurança Pública.

 

Os dados obtidos junto ao Ministério Público da Bahia revelam que a programação, que ocorrerá entre os dias 27 e 29 de junho, contará com 15 atrações e um montante de quase R$ 4 milhões em recursos públicos destinados a artistas. Em tempos de crise, muitos questionam se é aceitável a destinação de verbas tão elevadas para o evento, quando áreas fundamentais da cidade permanecem em estado caótico e crítico.

 

Com um elenco que inclui grandes nomes da música nordestina, como Zezo Potiguar e Solange Almeida, a festa promete agitar as ruas. Contudo, a indignação da população é palpável, já que serviços públicos essenciais na cidade são deixados à mercê da negligência, com relatos de falta de médicos, escolas e infraestrutura em condições precárias e uma mobilidade urbana e segurança pública ineficientes e ineficazes.

 

Os cachês dos artistas, que somam mais de R$ 3,7 milhões, geram uma série de questionamentos sobre a prioridade do investimento público. Em um momento em que a população clama por melhorias em serviços básicos relevantes, a balança parece pender para a cultura, mas a um custo que muitos consideram inaceitável.


Clique no link para assistir o vídeo: https://www.youtube.com/shorts/1eBV8ZMOTMs

 

Estes dados disponíveis no Painel da Transparência até 14 de junho de 2026, não apenas expõem a disparidade entre os gastos com eventos festivos e a realidade da população, mas também levantam um debate crucial sobre a gestão de recursos públicos e as prioridades em tempos de crise. A pergunta que fica é: até quando a cultura será valorizada em detrimento do bem-estar da população?


Confira os valores dos cachês milionários dos artistas na lista abaixo:

 

Henry Freitas: R$ 600.000,00

Zezo Potiguar: R$ 454.000,00

Solange Almeida: R$ 432.500,00

Cavaleiros do Forró: R$ 300.000,00

Silvanno Salles: R$ 295.000,00

Mastruz com Leite: R$ 295.000,00

Adelmario Coelho: R$ 282.680,00

Devinho Novaes: R$ 270.000,00

Lambasaia: R$ 250.000,00

Arreio de Ouro: R$ 177.000,00

Acarajé com Camarão: R$ 120.000,00

Val Macambira: R$ 120.000,00

Mila Santana: R$ 80.000,00

Frutos Nordestinos: R$ 60.000,00

Pietro Villares: R$ 35.000,00

 

Redação Notícias do Poder com informações do Alô Simões Filho/N1+

 

 

 

 

 
 
 

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